ELIPSE:DO PSEUDO VAZIO AO PAREAMENTO FORMA↔SIGNIFICADO
Palavras-chave:
Elipse, Semântica, Construção, Forma↔significadoResumo
Este estudo tem como objetivo identificar, descrever e analisar as construções elípticas presentes no Corpus do Português Popular de Vitória da Conquista (PPVC) e no Corpus do Português Culto de Vitória da Conquista (PCVC), sob os pressupostos da Linguística Funcional Centrada no Uso e da Gramática de Construções. Recorte de uma tese de doutorado defendida em 2024, a pesquisa apresenta abordagem qualitativa e quantitativa e contempla 4.723 ocorrências de elipse, classificadas conforme o grau de recuperabilidade em transparentes, semitransparentes e opacas. A análise fundamenta-se no pareamento entre forma e significado (F↔S) e considera propriedades sintáticas, morfológicas, fonológicas, semânticas, pragmáticas e discursivo-funcionais das construções. Os resultados evidenciam que a elipse constitui um fenômeno regular e multifuncional, cuja interpretação depende da articulação entre os contextos linguístico e extralinguístico, das inferências dos interlocutores e de elementos discursivos e prosódicos. As construções transparentes apresentam referentes facilmente recuperáveis, enquanto as semitransparentes demandam a integração de informações linguísticas e extralinguísticas, e as opacas dependem predominantemente do contexto extralinguístico. Conclui-se que a elipse ultrapassa a função de coesão textual, configurando-se como uma construção linguística que favorece a economia, a expressividade e a produção de sentidos nas interações comunicativas.
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