ELIPSE:DO PSEUDO VAZIO AO PAREAMENTO FORMA↔SIGNIFICADO

Autores

Palavras-chave:

Elipse, Semântica, Construção, Forma↔significado

Resumo

Este estudo tem como objetivo identificar, descrever e analisar as construções elípticas presentes no Corpus do Português Popular de Vitória da Conquista (PPVC) e no Corpus do Português Culto de Vitória da Conquista (PCVC), sob os pressupostos da Linguística Funcional Centrada no Uso e da Gramática de Construções. Recorte de uma tese de doutorado defendida em 2024, a pesquisa apresenta abordagem qualitativa e quantitativa e contempla 4.723 ocorrências de elipse, classificadas conforme o grau de recuperabilidade em transparentes, semitransparentes e opacas. A análise fundamenta-se no pareamento entre forma e significado (F↔S) e considera propriedades sintáticas, morfológicas, fonológicas, semânticas, pragmáticas e discursivo-funcionais das construções. Os resultados evidenciam que a elipse constitui um fenômeno regular e multifuncional, cuja interpretação depende da articulação entre os contextos linguístico e extralinguístico, das inferências dos interlocutores e de elementos discursivos e prosódicos. As construções transparentes apresentam referentes facilmente recuperáveis, enquanto as semitransparentes demandam a integração de informações linguísticas e extralinguísticas, e as opacas dependem predominantemente do contexto extralinguístico. Conclui-se que a elipse ultrapassa a função de coesão textual, configurando-se como uma construção linguística que favorece a economia, a expressividade e a produção de sentidos nas interações comunicativas.

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Biografia do Autor

Elenita Alves Barbosa, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)/PPGLin, com foco (socio)funcionalista; Mestra Profissional em Letras - UESB/PROFLetras, com foco na Sociolinguística; Especialista em Teoria e Método do Ensino de Língua Portuguesa pela UESB; Graduada em Letras pela UESB; membro do grupo de pesquisa ''Estudos de Fenômenos Linguísticos na Perspectiva Funcionalista a partir da descrição e análise de corpus da comunidade de fala de Vitória da Conquista'' e do Grupo de Estudos em Linguística Histórica e em (Sócio)funcionalismo (Grupo Janus); Atuou como Professora substituta do IFBA - campus Vitória da Conquista/BA; Professora de Língua Portuguesa do Curso de Filosofia do seminário Arquidiocesano de Vitória da Conquista/BA; Professora aposentada da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista/BA.

Milca Cerqueira Etinger Silva , Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Possui graduação em Letras - Inglês pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2011), mestrado em LINGUÍSTICA pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2016) e doutorado em Linguística pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2024). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: verbo ir, funcionalismo, linguistica funcional centrada no uso, futuro e perifrástica. 

Referências

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Publicado

2026-11-04