Sobre a Revista

A IV Mostra de Psicologia da UESB debate múltiplos modos de produção de conhecimento da psicologia em nosso território. Este registro tensiona a transgeracionalidade epistêmica e integra contribuições daquelas que fazem vivas as psicologias em seu contato com abordagens, ciências, clínicas, instituições, arte e cultura: as pessoas.

Nada disso é natural. É inventado, com direção, mas com alguma folga para o que há surgir — invariavelmente. Por sua diversidade, reflexo das unidades ricas que estão na psicologia deste sertão, o protagonismo discente é, se não por sua própria razão de ser, a principal diretriz de constituição do evento. Há afeto, de todo tipo, num grande espectro de ambivalência de todo reunir: o amor do encontro, o desamor do desencontro; amor no reencontro — que há de vir nos próximos.

A participação é aberta à comunidade, com uma agenda pedagógica e cultural que abarca mesas-redondas, sessões de cinema, oficinas e apresentações de trabalhos. 

Isso, por ora. São muitas mãos. Elas se movimentam.

A IV Mostra de Psicologia da UESB ocorre anualmente, assim, os Anais tem Periodicidade anual.

Os trabalhos do evento são publicados utilizando uma Licença CC-BY que garante acesso aberto gratuito a partir da publicação.

 

Os eixos para a a apresentação e publicação dos trabalhos no ano de 2026 foram:

RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, FORMAÇÃO ANTIRRACISTA E VULNERABILIDADE SOCIAL

Coordenação: Maria Vitória Neves e Nágila Barros

Este eixo dedica-se à discussão acerca das relações étnico-raciais e de vulnerabilidade social, podendo se aprofundar no conceito de raça no percurso científico da Psicologia. Os trabalhos nesse eixo temático podem prever tópicos como: branquitude, racismo, vulnerabilidade, etnia e cultura, grupos minoritários, interseccionalidade, epistemicídio, colonização, formação em psicologia etc. Ressaltam-se contribuições de grupos sociais racializados para a produção de conhecimento e a formação em Psicologia. Além disso, a contribuição das políticas afirmativas na construção de uma Psicologia antirracista.

VIOLÊNCIAS, TERRITORIALIDADES E DIREITOS HUMANOS

Coordenação: Andrei do Amaral

A tentativa de decifrar narrativas cravadas no tecido social convoca a pensar o território a partir de seus muros e instituições, onde a violência se faz não apenas evento, mas estrutura do sintoma social. Acolhem-se, aqui, trabalhos que adentrem o ser no seu território, as dinâmicas de violência, criminalidade e demais saberes críticos. O foco é a interface da Psicologia com a conjuntura material do tecido urbano, políticas públicas, direitos humanos e criminologia, abarcando intervenções com vítimas e autores de delitos, além dos mecanismos de controle e discurso. Busca-se, disso, consolidar um espaço de rigor ético e teórico no qual a exposição científica dessas fraturas, esmiuçada na discussão do grupo, se desdobre na elaboração de uma outra cena.

NEUROCIÊNCIAS, MEMÓRIA, COMPORTAMENTO E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Coordenação: Pedro Aguiar e Andrei do Amaral

O existir humano é um fenômeno complexo e que pode ser encarado de forma multifacetada. Sua constituição contempla aspectos materiais formais, eficientes e finais. Partindo dessa compreensão, este grupo propõe-se a abranger trabalhos situados ou que dialoguem com o fenômeno humano em suas dimensões neurobiológicas, cognitivas, atitudinais e comportamentais, em interface com campo ampliado da avaliação psicológica. O foco das produções pode contemplar tópicos de interesse como bases neurobiológicas do comportamento e funções cognitivas e executivas; processos de avaliações psicológicas em contextos variados; condições clínicas e experiência humana; desenvolvimento e validação de instrumentos de medida; normatização de medidas para diferentes cenários; validade clínica e integração de dados nomotéticos e idiográficos em processos avaliativos para a tomada de decisão.

CLÍNICA, CULTURA, ARTE E MÍDIA

Coordenação: Mariana Moraes e Isis Eduarda Sousa

Este Grupo de Trabalho debruça-se sobre a intersecção entre a prática clínica psicoterapêutica e as influências da cultura, arte e mídia na subjetividade dos sujeitos na contemporaneidade. Compreendendo que as trocas sociais humanas se dão por intermédio da cultura e suas diversas mídias, e a arte, em suas múltiplas linguagens, como poderoso meio de expressão e elaboração psíquica e simbólica. Entende-se que esses campos são espaço rico e indispensável para a Psicologia, ocupando um espaço central em algumas abordagens teóricas como a psicologia histórico-cultural, o psicodrama, a psicologia analítica e a psicanálise. Os trabalhos nesse eixo temático podem prever tópicos como: arteterapias, cultura e subjetividade, cultura pop, redes sociais e internet, clínica individual e/ou grupal, processo criativo e vida simbólica.

EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIVERSIDADES

Coordenação: Ana Luiza Silva e Giulia Malheiros

Este Grupo de Trabalho propõe discutir os processos educativos em interface com as múltiplas formas de diversidade presentes nos contextos escolares e sociais. Compreendendo este campo como um compromisso ético, político e pedagógico. Acolhe trabalhos sobre inclusão, Atendimento Educacional Especializado (AEE), formação docente, acessibilidade, políticas públicas e demais textos que trabalhem a diversidade em diálogo com a educação, formal ou não, abrangendo questões de gênero, raça, etnia, pessoas com deficiência, classe social, cultura, entre outras. Dialoga com perspectivas críticas e com abordagens que possuem como foco a experiência vivida, considerando dimensões como corpo, cultura e subjetividade nos processos de ensino-aprendizagem dentro e fora do ambiente escolar.

SAÚDE MENTAL NA UNIVERSIDADE

Coordenação: Natália Nascimento e Hellen Mara Cardoso

Este eixo dedica-se à discussão e reflexão sobre as interações entre o ambiente acadêmico e o bem-estar psicossocial entre todos os envolvidos na instituição, como estudantes, docentes, técnicos, entre outros. A universidade, como espaço rico de conhecimento, aprendizagem e interação social, pode ser um espaço que atua como fator de proteção ou de risco para a saúde mental dos seus integrantes. O objetivo é discutir a saúde mental na universidade para além de aspectos individuais, compreendendo as influências institucionais, sociais e pedagógicas que interferem na vivência universitária. São tópicos de interesse desse eixo: políticas de assistência estudantil e suas repercussões na saúde mental; fatores de proteção e de risco para a saúde mental na universidade; adoecimento do estudante universitário;  esgotamento profissional e saúde mental de docentes, pesquisadores e funcionários; indicadores de saúde mental na universidade; desempenho, rendimento acadêmico e impactos na saúde mental.