FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO PERÍODO COLONIAL: UM OLHAR SOBRE O RACISMO NA EDIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO MOÇAMBICANA 1917-1930
Palavras-chave:
Formação de professores, Racismo, MoçambiqueResumo
Este trabalho, objetiva analisar a formação de professores no contexto de racismo eminente imposto pelo regime colonial para a edificação da educação moçambicana. Tem como suporte metodológico a pesquisa bibliográfica e análise documental, a partir da formação separatista desenvolvida pela potência imperialista no solo pátrio moçambicano, que majoritariamente, vincava a assimilação, como modelo de inserção e propagação da identidade portuguesa, além do estatuto do Indigenato de (1917) e o ato colonial de 1930 que em comum, vão proporcionar a condução gradual da vida selvagem à civilizada, dividindo o ensino indígena em rudimentar, profissional e normal. Portanto, a educação administrada, estava completamente virada a princípios e ideologias da potência colonial portuguesa, objetivando genericamente, a formação de cidadãos moçambicanos para servirem fielmente os interesses da metrópole, abandonando sua cultura e identidade. Nesta direção, para a efetivação deste artigo, apoei-me ao teórico conceitual referente ao percurso da educação e formação de professores no período colonial em Moçambique, estabelecendo diálogo com estes referenciais teóricos: (Castiano e Ngoenha, 2013; Gasperini, 1989; Silva, 2015; Cashmore, 2000; Saúte, 1995). Assim, podemos assistir por meio dessa formação elitista, a implantação e exaltação de educação de cariz ocidental onde, a cultura e identidade moçambicana são aniquiladas e considerável número de moçambicanos fora ou beneficiando duma educação precária dividindo o artigo em duas seções nomeadamente: a primeira, referente a educação no contexto da invasão colonial; a segunda, referente a análise do estatuto do Indigenato e o ato colonial na educação moçambicana e por último, as considerações finais.
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