PARA LER MULHERES NA ESCOLA NUMA PERSPECTIVA FEMINISTA
Palavras-chave:
Crítica feminista, Educação Formal, Escrita femininaResumo
A invisibilidade da mulher como sujeito da história e da literatura ainda é uma questão a ser discutida. Nesse artigo propomos repensar o que é oferecido pelo currículo escolar às/aos discentes como leitura dos diferentes tipos de textos e livros no que se refere ao gênero de quem os escreve. Quantas mulheres romancistas, poetas, cronistas são lidas em sala de aula? Como elas são lidas? À luz dos estudos de gênero, apoiadas na crítica feminista, visamos reafirmar a relevância de se ler mais mulheres na escola, sobretudo as que representam as “subalternizadas” (Spivek), aquelas que defendem, por meio da literatura, sua identidade, sua história, suas memórias, suas “escrevivências” (Evaristo, 2017). A autoria ganha destaque nesse trabalho, sobretudo porque é feminina, e por ser feminina importa (Barbosa, 2011). São essas vivências que devem ser cada vez mais inseridas no currículo escolar. Não apenas para serem lidas, mas para ressignificarem, reconstruírem, transgredirem, engendrando ao protagonismo autoras e leitoras, lhes oportunizando protagonismo, inspiração, autoestima e pertencimento.
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