A ESCOLARIZAÇÃO DE JOVENS NEGROS EM ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO EM DOIS MUNICÍPIOS BAIANOS: UM OLHAR SOBRE OS DADOS REFERENTES A AUTOIDENTIFICAÇÃO E DISTORÇÃO IDADE/SÉRIE
Palavras-chave:
Construção identitária, Juventude negra e/ou quilombola, Processos de escolarizaçãoResumo
O presente trabalho é resultado de uma pesquisa, financiada pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas - PROAF, da Universidade do Estado da Bahia, por meio da Iniciação Cientifica e buscou investigar o percurso de escolarização de jovens negros e/ou quilombolas dos munícipios de Riacho de Santana e Muquém de São Francisco, localizados no interior baiano, no ano de 2023, por meio do levantamento dos dados da PNAD Contínua, do Censo, SIGEduc e documentação escolar. O percurso metodológico primou por uma pesquisa com abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, com dados obtidos a partir da análise documental. Para tanto, foram estudados os relatórios de matrícula de 3 colégios estaduais e os dados do boletim escolar. Os resultados evidenciaram os altos índices de distorção idade/série entre os sujeitos pesquisados. Ademais, tornou-se notório por meio da pesquisa que ainda é grande o número de pessoas que não declararam cor/raça/etnia no ato da matrícula, mesmo sendo esse um procedimento obrigatório desde 2022, o que demonstra um baixo índice de autoidentificação e sentimento de pertença étnico-racial.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Jandaíra, 2019.
BRASIL. LDB - Lei no 9394/96, de 20 de dezembro de 1996 institui a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional, DF. 1996.
BRASIL. Lei 10.639 de 9 de janeiro de 2003. Institui a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira na Educação Básica e dá outras providências. D.O.U. de 10 de janeiro de 2003.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. In: Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. p. 424-495.
BRASIL. Lei 12.852 de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e as diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE. Brasília, 2013.
DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, vol. 28, n. 100 - Especial, p. 1105-1128, out. 2007.
GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo. Métodos de pesquisa. p.121. Plageder, 2009.
IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2023.
MOREIRA, Edna Souza. Entre querer e poder: o lugar da escola nos projetos de vida de jovens do campo em um contexto de modernização agrícola. Tese de doutorado. Doutorado em Educação, Conhecimento e Inclusão Social da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/38151. Acesso em 24 mar. 2024.
Movimento Todos Pela Educação. Nota Técnica: Desigualdades Étnico-Raciais nas Matrículas e na Conclusão do Ensino Médio. Movimento Todos Pela Educação. Maio/2023. Disponível em: https://l1nq.com/Asscc. Acesso em 26 mar. 2024.
MUNANGA, Kabengele. Negritude: Usos e sentidos. 3. ed., 1ª Reimp.- Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma introdução às teorias do currículo. 2. ed., 9ª Reimp., 156p. - Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.