O PAPEL E O MAR: DISCURSOS E PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA DE SUJEITOS NEGROS
Palavras-chave:
Corpo negro, O papel e o mar, PoderResumo
Com o presente estudo, tencionamos compreender a constituição discursiva dos sujeitos negros no filme curta-metragem O papel e o mar (Direção de Luiz Antonio Pilar, Brasil, 2010, 13’11), para mapear como são produzidos por discursos hegemônicos e práticas de resistência. Para tanto, analisamos as cenas, observando os planos cinematográficos, seus efeitos de sentidos e o acontecimento da mulher negra e do homem negro, a partir dos personagens de Carolina Maria de Jesus e João Cândido. Carolina, escritora e catadora de papel, e João, marinheiro e líder da Revolta da Chibata, dois personagens silenciados na história do Brasil. Assim, fundamentamos nos referenciais teóricos dos estudos discursivos foucaultianos e dos estudos culturais para discutir o cenário midiático, traçando uma correlação entre sujeito, gênero, raça e identidade. Na analítica arquegenealogica foucaultiana, serão mobilizadas as noções de discurso, poder e corpo por Foucault (1987) e Veiga-Neto (1996); bem como as noções de negro, raça, genêro e identidade por Almeida (2019), Davis (2016) e hooks (2013).
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Referências
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