É ASSIM QUE ACABA: Uma leitura discursiva das práticas confessionais no Booktok
Palavras-chave:
Booktok, Confissão, SujeitoResumo
Neste artigo, refletimos sobre os discursos acerca do livro e da leitura que trafegam na comunidade digital Booktok e analisamos as práticas confessionais dos sujeitos produtores de conteúdos em
dois mini vídeos sobre o livro “É Assim que Acaba”, da romancista Collen Hoover (2023). Buscamos
compreender nas práticas dos comentadores, em particular nas confissões de si, os sentidos produzidos
sobre o livro e a leitura e seu impacto na constituição do sujeito-leitor-navegador. A partir da regularidade de tais práticas, questionamos sobre os modos de subjetivação que possibilitam/interditam o exercício da autonomia leitora e das singularidades. Para interpretação e análise discursiva, assumimos a
noção de sujeito como posição no discurso, em conjunto com as formulações de saber-poder e heterotopias, na perspectiva dos estudos foucaultianos das linguagens. Além disso, adotamos as contribuições
de Bauman (2021) sobre a modernidade líquida e de Chartier (1991, 1998) sobre a leitura. Observamos,
a partir desse referencial, manifestações de um esquema corpo-livro-poder, constitutivo do discurso
subjetivante booktoker, relacionadas à entrega do sujeito ao objeto livro na teia Booktok.
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Referências
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Todo conteúdo de Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso está sob Licença Creative Commons CC - By 4.0. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/8601/10152>.
Acesso em: 21 fev. 2024.
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FOUCAULT, Michel. A Arqueologia do Saber. 8ª ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2022a.
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HOOVER, Collen. É Assim que Acaba. 1ª ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2023.
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