O LIVRO DIDÁTICO: historicidade, problematização enquanto objeto de pesquisa e ensino de história
Resumo
Trata-se de um estudo bibliográfico, pelo qual se buscou analisar as
circunstancialidades históricas, determinantes políticos, ideológicos, culturais e
econômicos que influíram na concepção dos primeiros livros didáticos no Brasil, na
importância que estes exerceram no movimento de didatização da História, e como
se deu sua problematização enquanto objeto de pesquisa no campo da História. Em
termos de demarcação temporal, e, com efeito, tendo como base a técnica de
periodização histórica, os dados prospectados dizem respeito à processos ocorridos
entre finais do século XIX e transcurso do século XX. No Brasil pós-independência
(1822) e sob a tutela do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), onde esteve
aninhada a autonominada elite intelectual brasileira, foi forjada uma narrativa do
passado nacional que valorizou os feitos dos grandes homens da pátria – geralmente
mártires com ascendência europeia -, a prevalência da cultura europeia sobre as
cosmovisões dos povos originários e africanos na constituição do “ser brasileiro”. Foi
essa historiografia, escrita por uma intelligentsia à Europa, que seria escrita nos
primeiros manuais didáticos voltados ao ensino de História. Isto posto, é na busca
pela compreensão das intersecções entre a História do livro didático, seu papel no
ensino de História e conversão em objeto de pesquisa pela historiografia que está
situada este estudo.
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Referências
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