DA COLONIZAÇÃO À ESCRAVIDÃO E SEUS RESQUÍCIOS: o preto como potência de dinamismo social, formação cultural e desenvolvimento econômico de um país

Autores

Resumo

Este artigo apresenta um diálogo traçado através das obras “O colono preto como fator da
civilização brasileira” e “A arte culinária na Bahia” do escritor brasileiro Manuel Raimundo
Querino (1851– 1923) e “Quarto de despejo: diário de uma favelada” da escritora brasileira
Carolina Maria de Jesus (1914– 1977) que se comunicam a partir das suas análises sociais e
realidades próprias. Partindo do enfoque dessas obras e relacionando-as com as leituras
sociológicas, vimos a possibilidade de abordar como se encontram as ações políticas, a negação
histórica de direitos e a construção do deslocamento social em relação às questões concernentes
a raça e gênero, para as margens. Não obstante, esta interdisciplinaridade entre literatura e
sociologia, também nos permitiu analisar o contexto educacional em relação a esse debate,
quanto a tentativa do apagamento epistêmico desses escritores tanto no ensino básico como no
ensino superior. Diante dessa afirmação que nos colocamos a observar sociologicamente a
literatura de Querino (2018) e Jesus (2020) e pudemos perceber nossa história sendo contada
de forma real, longe das perspectivas ilusórias apresentadas nos livros didáticos que nos
acompanharam no decorrer da nossa trajetória escolar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonardo Santana Barreto, Southwest Bahia State University

Licenciando em Ciências Sociais, UESB. Integrante do grupo
de pesquisa Oju Obìnrín - Observatório de Mulheres Negras
(CNPq-UESB) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Prisões,
Violência e Direitos Humanos, NEPP. Bolsista do PETI Ciências
Sociais.

Marcos Freitas Dutra, Southwest Bahia State University

Licenciando em Ciências Sociais – UESB. Integrante do Clube
de Leitura Preta – Sankofa da Biblioteca Comunitária Miro
Cairo. Bolsista e Pesquisador do PETI Desenvolvimento
Regional e membro da Teia dos Povos, da Chapada
Diamantina.

José Miranda Oliveira Júnior, Southwest Bahia State University

Mestre e Doutorando em Educação pelo Programa de Pósgraduação em Educação da Universidade Estadual do
Sudoeste da Bahia e especialista em Gestão de Políticas
Públicas de Gênero e Raça pela Universidade Federal da
Bahia. Possui graduação em Filosofia pela Universidade
Estadual de Santa Cruz e também é licenciado em Ciências
Sociais pela mesma instituição.

Referências

ALVES, Iulo Almeida; ALVES, Tainá Almeida. O perigo da história única: diálogos com

Chimamanda Adichie. o I Ciclo de Eventos Linguísticos, Literários e Culturais, realizado na

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Campus Jequié, Seção F: A abordagem social

das identidades culturais. 2012

ALVES, Leandro Barbosa; ARAÚJO, Juliana Peixoto. A formação do Brasil a partir da obra

O colono preto como fator da civilização brasileira. In. Democracia e direitos: Desafios da

e para a ação pública. p. 2670 – 2676. Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de

Públicas – ENEPCP.

JOHN, Júlia Castro; BRANDÃO, Clara Luísa Martins; CURY, Hector Soares. GENOCÍDIO

NEGRO BRASILEIRO: notas sobre um racismo declarado. In: COSTA, José Ricardo Caetano;

SERAU JUNIOR, Marco Aurélio; SOARES, Hector Cury (Org.). O "estado de mal-estar

social" brasileiro. IEPREV: Belo Horizonte, 2020. p. 436-461.

MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte.

Arte & Ensaios – Revista do PPGAV/EBA/UFRJ, nº 32, dez. 2016.

NASCIMENTO, GABINETE DO SENADOR ABDIAS. Pensamento dos povos africanos e

afrodescendentes. Revista THOTH Escriba dos deuses, Brasília, n. 1, p. 1 - 285, jan./abr. 1997

QUERINO, Manuel. A arte culinária na Bahia. Salvador, Bahia. Ensaios: Série Miniatura,

vol. 1. Progresso editora, 1957.

_______, Manuel. O colono preto como fator da civilização brasileira. 2º ed. Jundiaí, São

Paulo. Cadernos do Mundo Inteiro, Coleção acervo brasileiro, 2018

SANTOS, Augusto Fagundes da Silva dos. A primeira caixa econômica da Bahia: Gênese e

atividades iniciais (1834 – 1850). Áreas, Revista Internacional de Ciencias Sociales, 41.

Seminário Gepráxis, Vitória da Conquista – Bahia – Brasil, v. 9, n. 23, p. 5084 - 5094, maio, 2024.

Experiencias de finanzas populares en el mundo iberoaericano en los siglos XIX y XX: cajas

de ahorros y montes de piedad, p. 27 – 37.2021.

Downloads

Publicado

2024-12-20

Como Citar

LEONARDO SANTANA BARRETO; MARCOS FREITAS DUTRA; JOSÉ MIRANDA OLIVEIRA JÚNIOR. DA COLONIZAÇÃO À ESCRAVIDÃO E SEUS RESQUÍCIOS: o preto como potência de dinamismo social, formação cultural e desenvolvimento econômico de um país. Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, [S. l.], v. 1, p. 5084–5094, 2024. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semgepraxis/article/view/2223. Acesso em: 15 jun. 2026.

Edição

Seção

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO, FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO