AGRICULTURA, RESISTÊNCIA E EXPERIÊNCIA: O DEBATE DA REPRODUÇÃO CAMPONESA EM PLANALTO-BA
Palavras-chave:
Reprodução camponesa, Agricultura camponesa, TerraResumo
No interior das contradições do sistema capitalista de produção a classe camponesa se desenvolve, persiste e resiste às investidas complexas do capital. Sendo assim, o campesinato no Brasil é marcado pela territorialização do capital por meio da extração da renda da terra do camponês, ou pela subordinação da produção ao mercado capitalista. No entanto, a constante permanência e resistência da figura campesina no campo é o traço marcante da recampesinação. Nesse sentido, à luz do materialismo histórico dialético, busca-se compreender a reprodução camponesa nas contradições do sistema capitalista de produção, de modo especial no campo da cidade de Planalto. A intensa capacidade que o capital possui de adentrar, fazer e refazer a paisagem, marcando-a com seu traço intenso de desigualdade e penetrando todos os espaços, bem como na cidade de Planalto no interior da Bahia, cidade pequena, mas assinalada intensamente pelo histórico da reprodução camponesa, no tempo e no espaço do município. Ao mundializar-se o capitalismo consegue adentrar todos os espaços, assinalando os seus padrões contraditórios, nessas contradições, o campesinato no município apresenta suas especificidades, porém, assinalada pelo contexto mundial de reprodução do capital. Portanto, estudar a reprodução camponesa em Planalto é evidenciar a heterogeneidade das unidades camponesas, e sua territorialização por meio das estratégias de resistência campesina. Assim, por meio da pesquisa de campo foi possível constatar as contradições nos quais os camponeses de Planalto estão inseridos, como também a relação das suas experiências, utilizadas como forma de resistência, frente a extração da terra, ou da sujeição da produção.
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