A TRAJETÓRIA DE UMA ESCOLA DO CAMPO NA CIDADE E AS VOZES DOS ESTUDANTES CAMPESINOS
Palavras-chave:
Escola do Campo, Estudantes Campesinos, Trajetória da EscolaResumo
A instituição de Escolas do Campo, por meio da mudança de denominação de escolas urbanas, é uma realidade presente no estado da Bahia. A trajetória dessas unidades de ensino e as vozes dos estudantes campesinos contribuem para compreender como se deu esse processo de mudança de nome, bem como os sentidos atribuídos à nova denominação enquanto Escola do Campo. O referencial teórico e os dados empíricos desse estudo foram construídos no decorrer da pesquisa de Amaral (2023), defendida junto à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Trata-se de uma pesquisa participante, com referência em Brandão (1983), cuja abordagem qualitativa está amparada em Minayo (2008). Para produção de dados, foi utilizada a técnica de rodas de conversa com o objetivo de ouvir os estudantes. Já a análise documental analisou o projeto político-pedagógico do Colégio Estadual do Campo de Botuporã (CECB), lócus da pesquisa. Os dados produzidos foram submetidos à análise de conteúdo de Bardin (1977). Os resultados evidenciaram que o processo de mudança de denominação foi orientado pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia e não teve a efetiva participação dos sujeitos campesinos de Botuporã. As vozes dos estudantes revelaram que a nova denominação da escola é reconhecida de forma positiva, no entanto, eles não veem sentido na mudança apenas do nome, uma vez que as práticas educativas da referida instituição são urbanocêntricas, isto é, ainda não foram modificadas e não estão convergentes com os princípios da Educação do Campo (EdoC).
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Referências
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