A EXPANSÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO SERTÃO DA RESSACA: ASPECTOS HISTÓRICOS, FILOLÓGICOS E LINGUÍSTICOS
Palavras-chave:
Jequié, Português Brasileiro e Sócio-HistóriaResumo
O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos sociais e históricos da cidade de Jequié,discutindo como esses fatores podem orientar um estudo linguístico da variedade do português brasileiro falada na região, com foco tanto em seus elementos internos quanto externos. Este estudo insere-se no campo da história social linguística do Brasil (Mattos e Silva, 2004) e na Sociolinguística Histórica (Hernandez Campoy; Conde- Silvestre, 2012), adotando uma abordagem que parte do presente em direção ao passado, conforme proposta de Faraco (2005). Baseando-se em estudos sóciohistóricos do português brasileiro, este trabalho selecionou para análise os seguintes aspectos da cidade de Jequié: demografia, composição étnica e escolarização. Os dados foram extraídos do Censo Demográfico de 2022 e comparados à realidade social e linguística nacional, com o objetivo de identificar particularidades regionais. Os resultados revelam significativa disparidade na distribuição de renda, predominância de indivíduos pardos na composição étnica e presença de uma comunidade quilombola remanescente. Esses dados sugerem que a formação do português brasileiro na região de Jequié foi marcada por um intenso processo de miscigenação e pela resistência daspopulações africanas, fatores que possivelmente influenciaram a emergência de particularidades na variedade linguística local, que deverão ser exploradas. Ademais, foi possível identificar os três primeiros colonizadores da região: João Gonçalves da Costa, João da Silva Guimarães e Pedro Leolino Moriz. Com base nessas informações, a fim de investigar a história da expansão da língua portuguesa na região, foi editado um manuscrito assinado por João Gonçalves da Costa, ex-escravizado português, que recebeu a patente de capitão-mor e foi reconhecido como desbravador e conquistador da região. A edição do manuscrito é uma tarefa da filologia, definida por Mattos e Silva (2008) como a “ciência do texto”, que também se dedica à edição de textos. A edição escolhida foi a semidiplomática, a fim de permitir que a transcrição seja útil para a Linguística e para outras áreas do conhecimento, como a História (Barreto; Queiroz, 2011). Espera-se que este trabalho lance luz sobre a constituição do português na região e, consequentemente, sobre a formação do português brasileiro.
Agência de fomento: UESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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