DIFERENTES FONTES DE ADUBAÇÃO EM GRAMÍNEAS TROPICAIS E SUA PRODUÇÂO DE BIOMASSA
Resumo
O agronegócio representa uma parcela significativa do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, cerca de 27,5%, segundo o CEPEA/CNA (2021), e o avanço da aplicação de novas tecnologias tende a alavancar ainda mais este setor. Sendo um dos impulsionadores desse crescimento, a pecuária, que no Brasil, é essencialmente extensiva, forma mais barata de produzir proteína de origem animal, é um dos grandes pilares da produção nacional, com cerca de 95% da carne bovina sendo produzida sob regime de pastagens (EMBRAPA, 2019). O presente estudo objetivou-se avaliar a produtividade da massa de forragem, em função das diversas fontes de adubação em gramíneas tropicais nas condições semiáridas brasileiras em estabelecimento. Analisou a produção de massa verde e a produção de massa seca para verificar o desempenho de diferentes gramíneas sobre as condições climáticas do semiárido, e as fontes de adubos aplicadas. Conforme os dados obtidos, não houve interação significativa entre as gramíneas e as fontes de adubações para o estabelecimento de pastagens. Em relação a produção de massa verde o grupo de gramíneas que sobressaíram pelas maiores produções alcançadas foram as Urochloa decumbens cv. Basilisk e a cv. BRS Paiaguás, que não diferenciaram entre si, a menor produção de massa verde foi registrada pela cv. Braúna. Nesse viés, a Urochloa decumbens cv. Basilisk apresenta maior valor na produção de massa verde em torno de 8 t ha-1, uma produção 23,4% maior do que a cultivar BRS Paiaguás. Esse mesmo desempenho é presenciado para a produção de massa seca, em que a cv. Basilisk apresenta maior produção, seguido da cv. BRS Paiaguás. A menor produção de massa seca é registrada pela cv. Braúna. A cv. Camello não difere da cv. BRS Paiaguás. Desta forma, a cultivar Basilisk melhor se adequou as condições de estabelecimento da pastagem, em relação ao manejo por altura de corte e as condições climáticas no período do estabelecimento. Nessa perspectiva, no sentido da capacidade de suporte da pastagem para o momento de estabelecimento a Urochloa decumbens cv. Basilisk e a cv. BRS Paiaguás supera as cultivares Braúna e Camelo, em que a Braúna não alcança estabelecimento uma produção acima de 1 (t/ha). Em relação as fontes de adubos no período de estabelecimento, não difeririam entre si. A fertilidade do solo ofertou com que as parcelas não fertilizadas pudessem expressar a sua produtividade, em que, a saturação de bases do solo era de 61% com um fósforo residual de 8 ppm, valores considerados até satisfatórios para a implantação da pastagem. Entretanto, espera-se que com a ocorrência de colheitas de massa forrageira ao longo do tempo, tende que os dados produtivos possam apresentar uma certa distinção entre as fontes de adubos, com maior potencial de produção de massa para aqueles que foram fertilizados, visto que, haverá a extração dos nutrientes pelas plantas, reduzindo a sua fertilidade no tratamento controle. As gramíneas Urochloa decumbens cv. Basilisk e a Urochloa brizantha cv. BRS Paiaguás são mais produtivas em relação a biomassa vegetal, comparando com as cultivares Braúna e Camello, no período de estabelecimento da pastagem e em condições semiáridas, independentemente das fontes de adubos.
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