VARIAÇÕES CARIOTÍPICAS DE PLEBEIA DRORYANA FRIESE, 1900 (HYMENOPTERA: MELIPONINI) ORIUNDAS DE DIFERENTES BIOMAS E IMPLICAÇÕES PARA O MANEJO E CONSERVAÇÃO

Autores

Palavras-chave:

Cariótipo, Abelhas sem ferrão, Citogenética, Conservação, Manejo

Resumo

A tribo Meliponini contém as “abelhas indígenas sem ferrão” que estão distribuídas nas regiões Neotropicais do mundo e em regiões subtropicais do Hemisfério Sul. O gênero Plebeia é composto por abelhas de pequeno porte (cerca de 3 mm de comprimento) e nidificam em fendas de árvores ocas e rochas ou muros, sendo que a espécie Plebeia droryana é uma das mais conhecidas popular e cientificamente. Estudos citogenéticos indicam que possui número cromossômico diplóide (2N) igual a 34. O objetivo deste estudo foi avaliar se existem diferenças na morfologia dos cromossomos de populações oriundas de diferentes regiões da área natural de ocorrência da espécie. Para isso, utilizamos amostras provenientes dos municípios de Mucugê e Iraquara localizados na Chapada Diamantina (BA) e comparamos com os cariótipos descritos na literatura. Foram coletadas cerca de trinta larvas pós defecantes/colônia para as preparações citogenéticas. As larvas foram colocadas em solução de colchicina hipotônica a 0,005%, a coloração convencional foi realizada com Giemsa e tampão Sorënsen (1:30) e os dados foram comparados com estudos já publicados. Os resultados evidenciaram 2N = 34 cromossomos para P. droryana, mas com variações na fórmula cariotípica sendo que as amostras oriundas da BA apresentam fórmula (2N = 26 metacêntricos + 8 submetacêntricos) e a de MG (2N = 18 metacêntricos + 16 submetacêntricos). Os resultados indicam prováveis inversões paracêntricas e pericêntricas, que foram fixadas ao longo do tempo nos diferentes biomas (Caatinga e Cerrado). Os resultados indicam que o transporte de colônias, consequentemente material genético, entre regiões geograficamente muito distintas pode levar a redução da taxa reprodutiva das colônias. A pesquisa demonstra que dados citogenéticos são importantes como indicadores de manejo e para a conservação das espécies.

Agência de fomento: FAPESB

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Biografia do Autor

Weslei Santos Nascimento, Southwest Bahia State University

Graduando em Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB.

Cristiano Lula Campos, Southwest Bahia State University

Mestrando do Programa de Pós Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB.

Jamille de Araújo Bitencourt, Southwest Bahia State University

Professora Doutora Visitante do Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB.

Rogério Marcos de Oliveira Alves, Southwest Bahia State University

Professor Titular aposentado do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano.

Leydiane da Conceição Lazarino, Southwest Bahia State University

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular, Universidade Federal do Pará.

Ana Maria Waldschmidt, Southwest Bahia State University

Professora Doutora Plena do Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB.

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Publicado

2025-03-30

Como Citar

NASCIMENTO, Weslei Santos; CAMPOS, Cristiano Lula; BITENCOURT, Jamille de Araújo; ALVES, Rogério Marcos de Oliveira; LAZARINO, Leydiane da Conceição; WALDSCHMIDT, Ana Maria. VARIAÇÕES CARIOTÍPICAS DE PLEBEIA DRORYANA FRIESE, 1900 (HYMENOPTERA: MELIPONINI) ORIUNDAS DE DIFERENTES BIOMAS E IMPLICAÇÕES PARA O MANEJO E CONSERVAÇÃO. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 3, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/3754. Acesso em: 19 maio. 2026.