FECUNDIDADE DE Emerita brasiliensis SCHMITT, 1935 NA PRAIA DO JÓIA DO ATLÂNTICO, ILHÉUS- BA
Palavras-chave:
Estrutura Populacional, Fecundidade, HippidaeResumo
A espécie Eremita brasiliensis Schmitt, 1935, conhecida popularmente como tatuí ou tatuíra, é um decápode anomura da família Hippidae, caracterizada por viver na zona entremarés de praias arenosas, apresentando o comportamento de escape para debaixo de uma camada superficial de areia (CANSI, 2007). A E. brasiliensis é considerada uma bioindicadora importante uma vez que possui distribuição ampla, encontrada em todo Atlântico Ocidental, além de apresentar sensibilidade às mudanças do ambiente, sobretudo as interferências antrópicas. A fim de conhecer a dinâmica populacional de tatuíras no litoral baiano, este estudo tem como objetivo analisar a fecundidade de E. brasiliensis a fim de verificar se a população da Praia Jóia do Atlântico configura-se nos padrões esperados. As coletas foram realizadas em dois dias na praia Jóia do Atlântico em Agosto de 2022, pelo método de coleta ativa, onde inicialmente foi escolhido um ponto de busca e após encontrar um exemplar, foi cronometrado 1h para coleta nesta região, por dois coletores. Os indivíduos foram armazenados em álcool 70% separadamente de acordo com a presença ou ausência de ovos. Em laboratório, com o auxílio de paquímetro, foram medidos o comprimento do cefalotórax (C.E.C.) e o comprimento do télson (C.T.). Para os exemplares que possuíam massa de ovos, foram feitas as contagens com o auxílio de um contador manual. Ao todo foram coletados 19 exemplares, sendo que 15 indivíduos eram embrionados e apenas 4 destes não apresentaram massa de ovos, onde apenas um representante macho, enquanto os outros eram juvenis. Os indivíduos embrionados apresentaram o C.E.C. com média de 16,52mm (12,22mm a 19,48mm), e o C.T. com média de 11,24mm (8,87mm a 13,67mm). Em relação à massa de ovos contabilizados, a média foi de 2.000 ovos (443 a 3.235 ovos). Observou-se que existiu uma diferença em relação ao tamanho dos indivíduos embrionados, sendo menor do que já demonstrado na literatura. A diferença entre esses dados deve ser levado em conta uma vez que ao correlacionar a capacidade de indivíduos maiores carregarem massas de ovos maiores, com a diferença de tamanhos corporais entre machos e fêmeas, poderia indicar uma reversão sexual nessa população.
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