PERCEPÇÃO DE IDOSOS BRASILEIROS QUANTO À EFETIVIDADE DE UM PROGRAMA MULTICOMPONENTE DE EXERCÍCIO FÍSICO NO DESEMPENHO COGNITIVO: UM ESTUDO PILOTO
Palavras-chave:
Avaliação do programa, Comprometimento cognitivo, Exercício físico, Exercício multicomponente, Tratamento não farmacológicoResumo
Um programa multicomponente é uma intervenção personalizada de treinamento de exercícios combinados, capaz de incrementar a capacidade funcional, assim como promover a redução do risco de efeitos adversos à saúde, como a diminuição da função cognitiva. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a percepção de idosos brasileiros quanto à efetividade de um programa multicomponente de atividade física no desempenho cognitivo. Trata-se de um estudo de intervenção, de abordagem qualitativa, realizado no período de outubro a dezembro de 2022. A população alvo foi indivíduos ≥ 60 anos, que não estavam envolvidos em programas de exercícios físicos e fisicamente independentes, cadastrados na Estratégia de Saúde da Família, selecionadas aleatoriamente, no município de Jequié. A amostra inicial foi constituída por 40 idosos, divididos em dois grupos: G1: programa de exercícios multicomponente e G2: mudança de comportamento – com atividades de educação em saúde em uma intervenção de oito semanas (duas vezes por semana o G1 e uma vez a cada quinze dias o G2). A amostra final foi de 27 idosos, onde 14 participaram do grupo focal, com um roteiro de questões, sendo utilizada a análise de conteúdo de Bardin. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE 60974222.2.0000.0055), com base na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. A média de idade dos participantes foi de 72,50 (±7,33) anos. A maioria dos entrevistados eram mulheres (64,3%), com faixa etária entre 60-79 anos (85,7%) e alfabetizados (64,3%). Os participantes destacaram que, a realização de exercícios físicos proporciona efeitos positivos não só na capacidade funcional, mas também na saúde mental. Isto porque, mediante os encontros estabelecidos, foi possível a criação de vínculos, com uma relação de confiança mútua entre os envolvidos, além da autopercepção quanto à corresponsabilização dos cuidados em saúde. Ademais, a melhora no desempenho físico pôde contribuir para a autonomia funcional, atuando como um tratamento não medicamentoso efetivo para um estilo de vida saudável e ativo, por meio de uma intervenção de baixo custo e curta duração, no cuidado à saúde mental de idosos.
Agência de fomento: FAPESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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