MORTALIDADE DE INDIVÍDUOS ATENDIDOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Palavras-chave:
Mortalidade, Assistência hospitalar, Unidades de Terapia IntensivaResumo
Introdução: o envelhecimento populacional é uma realidade mundial e com isso, há uma gama de repercussões devido às necessidades e demandas do envelhecer que alteram diretamente o processo de adoecer e morrer. Nesse contexto, o perfil das patologias se modifica, as doenças transmissíveis dão lugar às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), e a morbidade passa a ascender frente a mortalidade. Frente a isto, a Atenção Primária em Saúde (APS) atua como a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) possui ferramentas para reduzir a incidência de agravos através da prevenção e promoção de saúde, e em casos de agravamento da condição de saúde por razões multifatoriais, o usuário é conduzido a maiores níveis de complexidade, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Objetivo: analisar a mortalidade de indivíduos atendidos em unidade de terapia intensiva adulta. Metodologia: estudo epidemiológico, do tipo transversal, oriundo do projeto Fatores associados à multimorbidade de indivíduos atendidos em unidade de terapia intensiva adulta. Os dados foram coletados em um hospital público em Jequié/BA, através dos prontuários de indivíduos internados nas UTI’s 1, 2 e 3 no ano de 2019, sendo analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) e apresentados por meio da estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, protocolo n° 3.092.575 e CAAE: 03324918.2.0000.0055. Resultados e Discussão: dos 966 pacientes internados nas UTIs, 291 (30,1%) vieram a óbito. Dentre eles, 58,4% eram do sexo masculino, 80,1% não brancos e 57% solteiros. Em relação as doenças de base, foi identificado que 51,2% dos usuários admitidos nas UTI’s que vieram a óbito possuíam hipertensão arterial e 27,8% diabetes mellitus, e em relação aos hábitos de vida como etilismo, tabagismo e sedentarismo houve um subregistro. Quanto a admissão na UTI, 60,8% advieram do pronto socorro, 71,8% estavam com acesso venoso periférico, 72,5% com cateter venoso central, 77,3% com sonda vesical de demora e 67,7% estavam conectados a ventilação mecânica. 75,9% fizeram antibioticoterapia, 28,2% desenvolveram lesão por pressão e 0,7% foi notificado como acidente de trabalho. Conclusão: identificou-se que o perfil dos pacientes que foram a óbito nas UTIs no ano de 2019 foram homens, solteiros, não brancos, hipertensos e que fizeram uso de ventilação mecânica e antibioticoterapia. Destaca-se o subregistro dos prontuários referentes a algumas variáveis.
Agência de fomento: FAPESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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