COMORBIDADES EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTA
Palavras-chave:
Adulto, Comorbidades, Unidade de Terapia IntensivaResumo
Introdução: as complicações relacionadas as comorbidades vem gerando ônus para os cofres públicos devido a necessidade de internação, especialmente em unidades de terapia intensiva. Objetivo: descrever as comorbidades em pacientes internados em unidade de terapia intensiva adulta. Métodos: trata-se de um estudo descritivo de coorte transversal, o qual faz parte do projeto de pesquisa “Fatores associados à multimorbidade de indivíduos atendidos em unidade de terapia intensiva adulta”. As informações foram coletadas através de dados secundários de prontuários de pacientes com comorbidades internados em unidades de terapia intensiva adulta no ano de 2019. As análises foram realizadas no programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 21. Resultados: no ano de 2019 foram internados 966 indivíduos nas unidades de terapia intensiva, destes, 538 (55,69%) possuíam comorbidades, 53,9% eram do sexo feminino, 71,2% eram ≥ 60 anos, 84,6% não branco, 54,6% não tinha companheiro, 48,0% tinham filhos, 50,6% residiam em outras cidades. O maior número de internações aconteceu em dias úteis (75,3%), no primeiro trimestre (26,2%), advindos do pronto socorro (50,7%), seguido do centro cirúrgico (29,2). Quanto ao uso de dispositivos 79,6% fez uso do acesso venoso periférico, 52,8% cateter venoso central, 65,2% sonda vesical, 22,5% dreno, 17,7%, sonda nasogástrica, 45,4% sonda nasoentérica, 44,8% tubo orotraqueal, 8,6% traqueostomia. As principais comorbidades foram a hipertensão arterial sistêmica (84,2%), diabetes mellitus (44,8%), câncer (37,5%). Observou-se que 30,1% dos indivíduos internados nas UTIs evoluíram para óbito. Conclusão: a partir dos resultados evidencia-se que as doenças crônicas não transmissíveis, especialmente a hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e câncer, são as principais comorbidades que acometem os indivíduos levando-os a necessidade de tratamentos intensivos, o que reforça a importância do papel da atenção primária em saúde na promoção, prevenção e tratamentos relacionados a essas doenças, haja vista as repercussões na qualidade de vida da população.
Agência de fomento: PIBIC/CNPq
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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