PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE INDIVÍDUOS INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19
Palavras-chave:
Clínica, Covid-19, Epidemiologia descritiva, sociodemográficos, Unidades de terapia intensivaResumo
A covid-19 é uma doença respiratória infecciosa que pode se manifestar com sintomas leves ou com complicações mais graves, como a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Grave, sendo necessário o internamento em Unidades de terapia intensiva (UTIs), além de suporte ventilatório. Os indivíduos vulneráveis a forma mais grave da infecção são idosos e pessoas que apresentam outras comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. O objetivo desse estudo foi avaliar os dados sociodemográficos e clínicos de pacientes internados em UTIs Covid-19. Trata-se de um estudo transversal, de caráter descritivo, com base em prontuários de pacientes internados em duas UTIs Covid-19, excluindo aqueles que permaneceram menos de 24 horas na unidade. Os dados foram tabelados pelo programa Microsoft Excel® e a análise estatística foi feita no programa Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS), versão 21.0. Verificou-se 204 internações nas duas UTIs covid no ano de 2020. Com relação aos dados sociodemográficos analisados verificou-se que 50,5% dos pacientes eram do sexo feminino e 61,3% de idosos, idade ≥ 60 anos. Com relação a localidade da residência do paciente 55,4% eram de Jequié e os demais de outras cidades (44,6%). Em relação à raça/cor 72,1% eram não brancos. No que se refere à variável “vive com companheiro” 48,5% não possuíam companheiro. No que concerne a informação sobre ter filhos 61,3% possuíam um ou mais filhos. Com relação aos dados clínicos 87,7% dos pacientes não apresentaram alergia a fármacos. A respeito do estilo de vida 8,3% eram estilistas e 21,6% tabagistas. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (69,1%), em seguida diabetes mellitus tipo II (44,1%) e obesidade (27,5%). Dos pacientes internados 51,0% realizaram o exame de transcriptase reversa seguida de reação em cadeia de polimerase (RT PCR). Quanto à assistência prestada na unidade 68,8% fizeram uso da ventilação mecânica e 8,8% traqueostomia. Em relação a pronação 22,5% realizaram a espontânea e 13,2% a prona passiva. Dos pacientes internados 39,9% desenvolveram insuficiência renal aguda, sendo que 17,2% desses fizeram hemodiálise. Conclui-se que é necessário evitar o contágio especialmente de idosos e pessoas que já possuem algum tipo de comorbidade, por meio de medidas educativas e vacinação, tendo em vista, a redução da disseminação da infecção e de superlotação dos leitos de UTI, bem como de custos hospitalares.
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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