USO DE MEDICAMENTOS DO KIT COVID EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
Palavras-chave:
COVID-19, Kit Covid, Unidade de Terapia Intensiva, Uso Off-labelResumo
A COVID-19 é uma infecção respiratória altamente transmissível que pode apresentar desde sintomas leves até aqueles mais graves, como a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Grave (SRAG), sendo necessário cuidados em unidades de terapia intensiva (UTI). No início, por se tratar de uma doença nova e desconhecida, não havia nenhuma terapia medicamentosa com evidência científica para realizar o seu tratamento, sendo necessário o uso off label de alguns medicamentos, como aqueles conhecidos como “Kit Covid”, recomendados pelo Ministério da Saúde do Brasil. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso off label de medicamentos do “Kit Covid” no tratamento de pacientes em UTI COVID-19. Trata-se de um estudo transversal, de caráter descritivo, utilizando prontuários de pacientes que foram internados em duas UTIs COVID-19 em 2020 de um hospital público de referência regional, localizado no interior da Bahia. Foram excluídos apenas aqueles que permaneceram por menos de 24 horas na UTI. Os dados sociodemográficos e de medicamentos foram tabulados pelo programa Microsoft Excel e a análise estatística foi feita no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 21.0. Os medicamentos analisados foram: azitromicina, ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina e oseltamivir. O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em conformidade com o parecer no 4.229.023. Foram avaliados 204 prontuários, sendo a maioria pacientes idosos ≥ 60 anos (61,3%), com idade média de 63,9 anos ± 17,08, uso de antibióticos (97,1%), anticoagulante (91,2%) e corticóide (87,3%). Verificou-se a prescrição de 284 medicamentos do “Kit Covid”, sendo a azitromicina (58,8%), o oseltamivir (22,2%), a ivermectina (18,3%) e a hidroxicloroquina (0,7%). Portanto, dentre os medicamentos do “Kit Covid”, a azitromicina foi o medicamento mais utilizado. Conclui-se que é preciso que o uso off label seja de forma racional em relação à dose, posologia e indicação para evitar eventos adversos e problemas relacionados à farmacoterapia.
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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