A ESCRAVIDÃO NO ANTIGO EGITO: O CARÁTER DO TRABALHADOR COMPULSÓRIO NOS LIVROS DIDÁTICOS DO SEXTO ANO
Palavras-chave:
BNCC, Ensino de História antiga, Trabalho compulsório no Egito antigoResumo
As discussões acerca do escravo egípcio permeiam as áreas da historiografia. Temas como esse são reproduzidos de maneira equivocada nos livros didáticos do Ensino Básico, o que retrata ainda uma lacuna na maneira em que o Ensino de História enxerga o trabalhador compulsório, que é um agente humano e singular de cada período e sociedade e sujeito a uma série de especificidades em sua construção, bem como sua interação com outras realidades sociais. No caso do Egito Antigo, o conceito de escravo mercadoria, não pode ser aplicado ao tipo de escravidão ou servidão exercida nos períodos do império egípcio, assim como não se pode generalizar outros aspectos como um único grupo de trabalhadores com uma limitação de função, sem levar em conta que existiam inúmeros grupos e diversas nomenclaturas que representavam cada grupo de servo ou trabalhador compulsório, e bem como os tipos de trabalhos exercidos por cada grupo. Constantemente, o livro didático caracteriza o escravo/servo egípcio enquanto o escravo apenas de guerra, sem direitos e o responsável pelos trabalhos mais pesados da sociedade, esquecendo de demonstrar as características desses escravos, do Reino Antigo ao Reino Novo, e as implicações que as políticas de deportação e os aspectos de agência dentro da sociedade egípcia criam um novo quadro do trabalho compulsório no Egito Antigo. Partindo da análise de livros didáticos do 6º ano do Ensino fundamental e das Habilidades e Competências propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a unidade temática em questão, dialogaremos com as reflexões de historiadores como Ciro Cardoso (1987), Antonio Loprieno (2012), Kostas Vlassopoulos (2022) e Christian Langer (2017), sobre as representações do escravo no Egito Antigo. Por fim, agradeço à FAPESB pela viabilidade desta pesquisa por meio da bolsa de Iniciação científica.
Agência de fomento: FAPESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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