POVOADO DE BATALHA ENQUANTO TERRITÓRIO DE RESISTÊNCIA NO PLANALTO DA CONQUISTA
Palavras-chave:
Território, Povos originários, Resistência, Propriedade, Terra de trabalhoResumo
A presente pesquisa buscou investigar o povoado de batalha enquanto território de resistência no Planalto da Conquista/BA, como parte de um processo de expropriação e espoliação dos povos originários pelo capital desde sua chegada, mediante processo de Colonização, aos dias atuais – fundamentando-se na tríade desse processo de expropriação: capital, Estado e trabalho. Enquanto uma pesquisa em Geografia, compreende o território enquanto uma categoria fundamental para revelar as atrocidades do processo de expropriação dos verdadeiros ‘donos’ da terra e de posterior apropriação dessa, para que pudesse se adequar ao processo de expansão capitalista, convertendo-se a condição de mercadoria. Nessa relação, não apenas os povos originários, como também aqueles que foram trazidos da África na condição de escravos, e camponeses pobres – que foram se constituindo ao longo da História de Formação Econômica e Social brasileira, passaram a lutar pela terra de trabalho (Martins, 1981) e fomentando territórios de resistências, cuja forma de se reproduzir se contrapõe a lógica dos territórios de expansão do capital no campo, cuja expressão mais recente são os territórios do agronegócio. Em Vitória da Conquista/BA, mesmo após violenta expropriação e morte dos povos originários, conhecido na literatura local como ‘banquete da morte’, os povos originários se refugiaram, sobreviveram, e se reproduziram – inserindo e incorporando outros hábitos, a exemplo da relação com povos tradicionais que foram escravizados. O povoado de batalha pode ser compreendido nesse processo.
Agência de fomento: FAPESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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