A PERCEPÇÃO MASCULINA A RESPEITO DO CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA NA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
Palavras-chave:
Família, gênero, polícia rodoviária federal, trabalhoResumo
Uma das maiores conquistas das mulheres nas últimas décadas foi sua inserção no mercado de trabalho, o que lhes proporcionou, parcialmente em muitos casos, liberdade financeira, entretanto, a sociedade, utilizando-se da divisão do trabalho, conseguiu fazer com que essa liberdade não fosse totalmente plena, uma vez que a disseminação de ideias de que a mulher não tem vocação para o exercício de certos cargos fez com que somente os homens fossem considerados aptos para exercer tais funções. O mesmo acontece em profissões da área de segurança pública. Por mais que o número de mulheres nessas profissões tenha aumentado significativamente, elas ainda precisam enfrentar preconceitos que surgem da sociedade e até mesmo de alguns colegas de trabalho do sexo masculino. Diante da necessidade de conhecer a relação de trabalho entre patrulheiros e patrulheiras da Polícia Rodoviária Federal, pretende-se conhecer a percepção masculina sobre como os patrulheiros lidam com a presença de mulheres em funções ditas como perigosas no ambiente da PRF. A tabulação dos dados empíricos permitiu a identificação de várias categorias de análise, contudo, o presente trabalho irá se deter a analisar a percepção masculina a respeito dos desafios enfrentados por mulheres que atuam na Polícia Rodoviária Federal no que diz respeito ao conflito trabalho e família. Além da leitura e fichamento de oito artigos pesquisados na base Scielo e google acadêmico e do livro “O Segundo Sexo” de Simone de Beauvoir, adotou-se o software QDA miner lite para a elaboração de nuvens de palavras. Nas interpretações feitas através das nuvens de palavras, verificou-se a dificuldade que os patrulheiros enfrentam para conciliar as demandas da vida profissional e familiar, levando-se em consideração que na profissão de policial os horários de trabalho nem sempre favorecem o convívio familiar diário. Entre as patrulheiras a análise mostrou que não apenas o seu sexo interfere no seu cotidiano de trabalho, mas também o seu status de casada e com filhos, que as leva a perder oportunidades de crescimento na carreira de policial, além de impossibilitá-las, em alguns casos, de viajarem a trabalho.
Agência de fomento: PIBIC/CNPq
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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