A RELAÇÃO ENTRE AMBIENTE DE LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO INICIAL
Palavras-chave:
Alfabetização inicial, ambiente de letramento, leitura e escrita, preditor de aprendizado, recursosResumo
O presente estudo é de caráter neuropsicolinguístico, experimental, longitudinal, descritivo e explicativo e de cunho quali-quantitativo. A pesquisa abordou três escolas do município de Vitória da Conquista e visou compreender a influência do ambiente de letramento no processo de aquisição e aprendizado da leitura e da escrita na alfabetização inicial. É importante ressaltar que fatores familiares, condições de vida, nível de instrução dos pais, acesso à internet, estímulo à leitura, dentre outras questões, estão contidas nos aspectos sociais que poderiam impactar o desempenho dos indivíduos que compõem o corpus de estudo. Ademais, a pesquisa se valeu de testes para avaliar o desempenho e a disponibilidade de recursos, como teste de Leitura e Escrita (GUARESI, PALLES, ABREU, 2020), Questionário Socioeconômico (LALALIN); e o Formulário Critério Brasil (ABEP). O estudo concentra-se no objetivo de avaliar se fatores pré-escolares, de ordem familiar e social, influenciam no desempenho da criança no processo de alfabetização inicial. Nesse mesmo ínterim, é necessário ressaltar que, para análise de dados, foi utilizado o JAMOVI, programa voltado ao tratamento estatístico. Por meio desse software e dos dados coletados, foi possível constatar que, em relação ao teste de Leitura e escrita, as crianças oriundas do grupo social B2 apresentam uma média de 61,2 (de 80 possíveis), após um ano de alfabetização, média relativamente alta se comparada às médias das crianças que compõem o grupo D e E, 31,5, o que indicou uma relação importante da disponibilidade de recursos com o desempenho dos escolares. No entanto, não foi mostrado grande disparidade em relação ao nível de letramento, isto é, com 13,7 para a classe B2 e 10,0 para DE, os dados indicaram uma diferença mínima entre o ambiente de letramento dos indivíduos, ou seja, os ambientes familiares culturalmente não são tão diferentes. Como resultado, com base nos parâmetros de Dancey e Reidy (2006), observamos que, no que diz respeito à correlação de leitura e escrita e Formulário Critério Brasil, esse coeficiente de relação pode ser classificado como coeficiente de correlação fraco. No que diz respeito ao nível de letramento, observamos um coeficiente de relação de 0.219 para leitura, 0.259 para escrita e 0.244 total, o que se configura em uma correlação também fraca.
Agência de fomento: FAPESB
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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