A CRÍTICA DE PAUL RICOEUR AO PROBLEMA DA “FICÇÃO” NA TEORIA CONTRATUALISTA DE UMA TEORIA DA JUSTIÇA DE JONH RAWLS
Palavras-chave:
Contrato Social, Ficção, Ricoeur, RawlsResumo
O artigo que se segue tratará de uma análise da premissa que fundamenta o pensamento de John Rawls (1921-2002) em Uma teoria da justiça (1971), isto é, o tema da fundamentação ficcional da teoria do contrato social de base kantiana que pretende superar a visão utilitarista da moral. O que norteia essa investigação é uma pergunta demasiado simples: O que é a justiça como virtude das instituições sociais e como opera a ficção dentro dessa proposta contratualista-deontológica, elevada ao mais alto nível de abstração? Nosso objetivo é apresentar a critica desta teoria ficcional do contrato a partir da concepção teórica de Paul Ricoeur (1913-2005). A crítica de Ricoeur explora a perspectiva contratualista-dentológica de Rawls que procura instaurar a noção de justiça social sob os auspícios da hipótese ficcional de um contrato instaurado antes dos indivíduos entrarem na sociedade, hipótese está já experimentada pela teoria contratualista tradicional. Para sustentar nossa análise tomamos a abordagem que Ricoeur elabora em diferentes textos e momentos de sua obra no qual articula sua crítica à questão da ficção de um contrato no intercurso de Uma teoria da justiça de Rawls. Por esta razão é preciso confrontar ambas as perspectivas e ver como elas fornecem resposta à pergunta acima, ao mesmo tempo mostrar a amplitude do conceito de justiça que Ricoeur desenvolve para além desta perspectiva deontológica.
Agência de fomento: UESB
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