ESTRUTURA DE REGENERAÇÃO NATURAL EM CAATINGA SUBMETIDA A MANEJO FLORESTAL
Palavras-chave:
Floresta Seca, Manejo Florestal, Savana-Estépica FlorestadaResumo
A Caatinga, bioma que ocupa cerca de 10% do Brasil, tem como fisionomia mais frequente a Savana-Estépica. Este bioma enfrenta forte pressão antrópica, sendo pouco estudado. O objetivo deste estudo foi identificar um sistema de manejo florestal economicamente viável e sustentável, usando a sucessão ecológica como indicador. O experimento foi implementado na Floresta Nacional Contendas do Sincorá. Foram instaladas, em 2015, três unidades experimentais com 16 parcelas de 5 x 5 m cada, com quatro práticas de manejo: Testemunha (T), Corte Raso, Corte Seletivo por Espécie (CSE) e Corte Seletivo por Diâmetro à Altura do Peito. A amostragem dos indivíduos regenerantes foi dividida em duas classes de altura: Classe 1 (0,50 a 1,0 m) e Classe 2 (acima de 1,0 m e DAP ≤ 1,91 cm) e ocorreu no período chuvoso e seco. As famílias Fabaceae e Combretaceae foram as mais frequentes no levantamento dos dois períodos analisados, devendo ser priorizadas em programas de recuperação de áreas degradadas no domínio Caatinga. Combretum mometaria Mart., Cordia incognita Gottschling & J.S.Mill. e Calliandra spinosa Ducke foram as espécies mais importantes do levantamento. Após 10 anos, o CSE se assemelhou mais à T, indicando uma recuperação mais rápida em relação aos outros tratamentos.
Agência de fomento: CNPq
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