TREINAMENTO MULTICOMPONENTE EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA COM SOBREPESO E OBESIDADE: CONTRIBUIÇÕES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NOS INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS
Palavras-chave:
Climatério, Risco cardiovascular, Tecido Adiposo, Exercício FísicoResumo
INTRODUÇÃO: O treinamento multicomponente (TM) pode ser uma modalidade de exercício alternativa para melhorar a composição corporal de mulheres na pós-menopausa, grupo suscetível a alterações hormonais que favorecem o acúmulo de tecido adiposo. OBJETIVO: Avaliar o efeito de um protocolo de TM nos indicadores antropométricos de mulheres na pós-menopausa com sobrepeso ou obesidade participantes de um projeto de extensão. MÉTODOS: Trata-se de um estudo quasi-experimental conduzido com 34 mulheres na pós-menopausa (61,7±5,0anos) com sobrepeso ou obesidade (IMC≥25kg/m2) alocadas na modalidade TM do projeto de extensão Programa de Exercício Físico para a Saúde da Mulher (PROEM). O TM foi realizado em sessões de 60min, 2 vezes/semana, durante 12 semanas, com exercícios para corpo todo. A sessão foi dividida em 4 blocos: Preparação; Neuromuscular; Aeróbio; e Volta à Calma, com periodização progressiva de volume e tempo de descanso entre séries. As medidas realizadas nos momentos pré e pós-treinamento foram: circunferências abdominal (CA), de cintura (CC), de quadril (CQ) e razão cintura-quadril (RCQ). As comparações entre momentos pré e pós-treinamento foram realizadas pelos testes t de Student e de Wilcoxon, de acordo com a distribuição dos dados verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Os dados são expressos em média±desvio padrão e mediana e amplitude interquartil (AIQ). O tamanho de efeito foi calculado pelo teste d de Cohen e valor de r. RESULTADOS: Após 12 semanas de TM, observaram-se diferenças significativas entre as medidas pré e pós-intervenção para CA (pré: 100,30cm; AIQ=14,50 e pós: 100,50cm; AIQ=15,60; ∆=-1,5±4,8cm; p=0,033; r=0,36), CC (pré: 90,80±10,00 e pós: 89,50±9,30cm; ∆=-1,4±1,9cm; IC=0,72-2,06; p<0,001; d=0,59) e RCQ (pré: 0,835; AIQ=0,089 e pós: 0,83; AIQ=0,0836; ∆=-0,009±0,022; p=0,020; r=0,39) entre as participantes do estudo, enquanto não houve modificação na CQ (pré: 108,1±8,5 e pós: 107,7±8,8cm; ∆=-0,4±1,9cm; IC=-0,26-1,05; p=0,237; d=0,20). CONCLUSÃO: Após 12 semanas de TM, observaram-se reduções significativas na CC, RCQ e CA, enquanto a CQ não apresentou alterações. Esses achados indicam um efeito positivo da intervenção sobre variáveis antropométricas associadas à composição corporal e ao risco cardiometabólico. O tamanho de efeito variou de pequeno a moderado, sugerindo que o impacto clínico do protocolo aplicado pode ser limitado, mas a modalidade parece ser promissora para estes desfechos em mulheres.
Agência de fomento: CNPq
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Referências
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