O LAMPADÁRIO DE CRISTAL DE JERÔNIMO BAÍA E A POESIA CORTESÃ NO SÉCULO XVII

Autores

  • Marine Barbosa Paes UESB
  • Marcello Moreira

Palavras-chave:

Jerônimo Baía, Metáfora, Poesia de Agudeza, Ornato Dialético

Resumo

A poesia dita de agudeza, produzida sobretudo nos Seiscentos, permeou a prática poética realizada em Portugal nesse período e pode ser encontrada em larga escala nas grandes coletâneas publicadas no século XVIII: “Fênix Renascida” (1746) e “Postilhão de Apolo” (1761). Tal tradição de produção poética levava em consideração a adequação elocutiva ao decoro do gênero e o uso de tropos e figuras como ornato dialético, sobretudo a metáfora, para produzir o efeito de sentido pretendido. Objetivamos aqui apresentar os recursos agudos utilizados por Jerônimo Baía, frade beneditino e cortesão português, nos seis primeiros versos de seu “Lampadário de Cristal”, para verificar o que faz com que este seja o maior exemplo de poesia bem acabada do período, no que se refere à perfeita aplicação do recurso de agudeza.

Agência de fomento: UESB

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Referências

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

PAES, Marine Barbosa; MOREIRA, Marcello. O LAMPADÁRIO DE CRISTAL DE JERÔNIMO BAÍA E A POESIA CORTESÃ NO SÉCULO XVII. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–4, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/4884. Acesso em: 8 jun. 2026.