O LAMPADÁRIO DE CRISTAL DE JERÔNIMO BAÍA E A POESIA CORTESÃ NO SÉCULO XVII
Palavras-chave:
Jerônimo Baía, Metáfora, Poesia de Agudeza, Ornato DialéticoResumo
A poesia dita de agudeza, produzida sobretudo nos Seiscentos, permeou a prática poética realizada em Portugal nesse período e pode ser encontrada em larga escala nas grandes coletâneas publicadas no século XVIII: “Fênix Renascida” (1746) e “Postilhão de Apolo” (1761). Tal tradição de produção poética levava em consideração a adequação elocutiva ao decoro do gênero e o uso de tropos e figuras como ornato dialético, sobretudo a metáfora, para produzir o efeito de sentido pretendido. Objetivamos aqui apresentar os recursos agudos utilizados por Jerônimo Baía, frade beneditino e cortesão português, nos seis primeiros versos de seu “Lampadário de Cristal”, para verificar o que faz com que este seja o maior exemplo de poesia bem acabada do período, no que se refere à perfeita aplicação do recurso de agudeza.
Agência de fomento: UESB
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Referências
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