INFLUÊNCIA DOS CICLOS DE HIDRATAÇÃO DESCONTÍNUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS NO COMPORTAMENTO GERMINATIVO DE SEMENTES DE Pilosocereus catingicola subsp. salvadorensis CULTIVADAS EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES SALINAS1

Autores

Palavras-chave:

Cactaceae, Estresse osmótico, Facheiro, Memória hídrica, Tolerância

Resumo

A Caatinga, ecossistema com chuvas irregulares e solos salinos, impõe estresse que pode comprometer o metabolismo vegetal. Nesse ambiente, sementes são frequentemente submetidas a ciclos de hidratação e desidratação, o que pode induzir memória de hidratação e aumentar a tolerância de plântulas ao déficit hídrico e à salinidade. Ainda assim, há lacuna sobre os efeitos combinados de ciclos de hidratação descontínua (HD) em diferentes temperaturas no comportamento germinativo de espécies nativas. Este estudo avaliou a influência de ciclos de HD a 25 °C e 35 °C no comportamento germinativo de sementes de Pilosocereus catingicola subsp. salvadorensis, nativa do Nordeste brasileiro, cultivadas in vitro sob diferentes concentrações salinas (0, 5 e 10 g L⁻¹ de NaCl). As sementes foram submetidas a assepsia com álcool 70% e hipoclorito de sódio 1% e inoculadas em potes com meio Murashige & Skoog a meia força iônica. O delineamento foi inteiramente casualizado, com três tratamentos de HD, três concentrações de salinidade e cinco repetições, totalizando 45 potes e 900 sementes (20 sementes por pote). A germinação foi avaliada diariamente por 30 dias, e foram calculados germinabilidade, tempo médio de germinação (TMG), índice de incerteza e sincronia. Os dados foram analisados via Modelo Linear Generalizado (GLM), e médias comparadas pelo teste de Tukey. Resultados indicaram que a salinidade elevada aumentou o TMG, enquanto os ciclos de HD não afetaram significativamente os parâmetros germinativos. Conclui-se que P. catingicola subsp. salvadorensis é tolerante à salinidade. Estudos futuros devem investigar os efeitos combinados desses fatores no crescimento inicial e vigor das plântulas.

Agência de fomento: CNPq

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Biografia do Autor

Luiz Palhares Neto, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB ,https://www.uesb.br/

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestre e Doutor em Botânica com ênfase em Fisiologia Vegetal pelo programa de pós-graduação em Botânica pela UFRPE. Professor Assistente do Departamento de Ciências Biológicas (DCB) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação (PPGGBC) da UESB. Coordenador do Laboratório de Fisiologia e Biotecnologia de Plantas (LAFBIO) da UESB. Membro colaborativo do Laboratório de Fisiologia de Plantas (LFP) da UFRPE. Linhas de atuação: (1) Estudo de plantas in vitro; (2) Fisiologia da germinação; (3) Respostas fisiológicas de plantas sob estresses abióticos; (4) Uso de elicitores químicos na mitigação dos efeitos de estresses abióticos e produção de metabólitos secundários in vitro e in vivo.

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

MORAIS, Marcela; PALHARES NETO, Luiz. INFLUÊNCIA DOS CICLOS DE HIDRATAÇÃO DESCONTÍNUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS NO COMPORTAMENTO GERMINATIVO DE SEMENTES DE Pilosocereus catingicola subsp. salvadorensis CULTIVADAS EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES SALINAS1. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–6, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5041. Acesso em: 23 jun. 2026.