O SUJEITO ATRAVESSADO PELO DISCURSO PROPAGANDISTA NA REDE SOCIAL PINTEREST: UMA ANÁLISE BAKHTINIANA
Palavras-chave:
Algoritmos, Discurso propagandista, Pinterest,, Sujeito BakhtinianoResumo
Na sociedade contemporânea nossas escolhas, posicionamentos e desejos estão inerentemente atravessados pela tecnologia. Ao utilizarmos as redes sociais, somos suprimidos por um conjunto de códigos, meticulosamente configurados por algoritmos para influenciar ações alinhadas aos interesses da economia do Big Data. Para isso, emprega-se anúncios personalizados atrelados a um conjunto de estratégias do discurso propagandista. Diante desse cenário, esta pesquisa tem como foco a plataforma Pinterest — rede social voltada à difusão de imagens e recomendações de consumo — com o objetivo de analisar como o discurso propagandista, articulado pelos algoritmos, pode influenciar os processos de subjetivação dos indivíduos. A base teórica para esta pesquisa emerge dos estudos de Bakhtin (2011; 2017), no que tange aos conceitos de dialogismo, alteridade, enunciado e subjetividade; de Gillespie (2018), sobre o funcionamento dos algoritmos na coordenação e personalização de conteúdos; de Charaudeau (2010), no que concerne a construção persuasiva do discurso propagandista e, por fim, de O’ Neil (2019), quanto às questões éticas e sociais relacionadas ao funcionamento algorítmico. O corpus da pesquisa foi fomentado durante duas semanas de interações com a plataforma Pinterest, a partir de pesquisas por conteúdos distintos: moda, beleza e ensino de língua portuguesa. Os dados gerados foram registrados por meio de capturas de tela dos anúncios e recomendações apresentadas ao usuário em cada etapa do processo de coleta. Os resultados evidenciaram que o cruzamento entre sujeito, algoritmo e discurso publicitário instaura novas formas de subjetivação, exigindo dos indivíduos uma postura crítica e responsiva diante das interpelações discursivas que os atravessam.
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Referências
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.
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