INFECÇÕES PRIMÁRIAS DE CORRENTE SANGUÍNEA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA REGIONAL
Palavras-chave:
Infecção hospitalar, Segurança do paciente, SepseResumo
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) apresentam um grande problema no contexto hospitalar, associando-se ao aumento da mortalidade, do tempo de internação e dos custos assistenciais. Dentre as IRAS, a Infecção Primária da Corrente Sanguínea (IPCS) ganha destaque clinicamente, devido a manifestações de febre e calafrios decorrentes de bacteremia, podendo surgir durante a utilização do dispositivo invasivo ou até 48 horas após a sua retirada5. Diante disso, o principal objetivo deste estudo foi analisar as Infecções Primárias de Corrente Sanguínea. Realizou-se um estudo transversal, de caráter descritivo e analítico, em um hospital público de grande porte, no interior da Bahia, entre os anos de 2019 a 2024, sendo analisados prontuários e resultados de culturas microbiológicas positivas de pacientes internados com infecções relacionadas à assistência à saúde. Os dados foram tabulados no software Microsoft Excel ® e a análise foi feita pelo Statistical Package for Social Sciences® (SPSS), versão 21.0. Avaliou-se 364 prontuários e resultados de culturas microbiológicas, dos quais 56,9% eram do sexo masculino e 62,4% de idosos. Dentre os casos avaliados, 65,1% das infecções ocorreram nas unidades de terapia intensiva (UTI), configurando esse setor como o de maior risco para o desenvolvimento da IPCS. Além da elevada prevalência, observou-se também uma taxa de letalidade expressiva, atingindo 57,1% dos pacientes acometidos. Em relação ao perfil microbiológico, os patógenos mais prevalentes foram Klebsiella pneumoniae (26,6%), Acinetobacter baumanii (15,7%) e Pseudomonas aeruginosa (13,7%). Portanto, o presente estudo permitiu analisar o perfil sociodemográfico de pacientes com IPCS evidenciando a predominância do sexo masculino e de indivíduos idosos, além da elevada incidência de microrganismos multirresistentes.
Agência de fomento: FAPESB
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Referências
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