IDENTIDADE, DIVERSIDADE E RESISTÊNCIA: relações étnico-raciais na Educação de Jovens e Adultos
Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos (EJA), Relações Étnico-Raciais, RacismoResumo
Dados do IBGE (2022) apontam que, entre pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais, 7,4% são analfabetas, mais que o dobro da taxa entre pessoas brancas (3,4%), evidenciando desigualdades estruturais. Desse modo, a seguinte pesquisa tem como objetivo analisar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sua relação com os sujeitos historicamente excluídos, destacando a importância de compreendê-la como direito e não como política meramente reparatória. O recorte teórico fundamenta-se em Freire (1983), Gomes (2012; 2017), Passos e Santos (2018), além das Leis nº 9.394/96 e nº 10.639/03, das Diretrizes Curriculares da EJA e das Diretrizes para as Relações Étnico-Raciais, que orientam a inclusão da história e cultura afro-brasileira na educação. Passos (2020) argumenta que o racismo institucional perpetua desigualdades de oportunidades, enquanto Gomes (2017) destaca o potencial emancipatório das lutas do movimento negro. A metodologia compreende pesquisa bibliográfica e mapeamento em periódicos da CAPES, identificando estudos que abordem EJA e relações étnico-raciais, no contexto das práticas pedagógicas e efeitos do racismo estrutural sobre o acesso e a permanência na educação formal. Os resultados indicam que a exclusão educacional da população negra persiste como herança da escravização e de políticas públicas insuficientes. Observa-se que o currículo da EJA, muitas vezes eurocêntrico, desconsidera saberes e experiências da população negra, reforçando silenciamentos históricos.
Agência de fomento: PIBIC.
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