ENTRE BARRO E PEDRAS: OS ENTRAVES NA CONSTRUÇÃO DA CAPELA DE SANTA IFIGÊNIA NO POVOADO DE MATO GROSSO, FREGUESIA DE RIO DE CONTAS-BA
Palavras-chave:
Irmandades Negras, Rio de Contas, Santa IfigêniaResumo
As irmandades negras desempenharam um importante papel na América Portuguesa. Seja como uma tentativa de “controlar” os negros, independentemente da condição de livre ou cativo, ou como forma de manifestação de resistência e perpetuação das culturas negras africanas, por meio do sincretismo religioso. Este trabalho buscou analisar a construção da capela de Santa Ifigênia, em 1765, na freguesia de Santo Antônio do Matto Grosso, por meio da documentação do Arquivo Público Municipal de Rio de Contas. Esta pesquisa tem como objetivo ser uma contribuição para construção da história de Rio de Contas, em especial, desta freguesia, visto sua deficiência de literatura acerca desta região. Ao realizar a transcrição documental, encontramos uma contenda na construção da capela entre os irmãos da irmandade de Santa Ifigênia e o administrador de outra capela de negros, a de Nossa Senhora do Rosário, ligada a mesma Matriz. O caso desdobra-se com os suplicantes lutando pelo direito de construir sua capela para realizar suas celebrações e poderem enterrar seus mortos e a não aceitação do suplicado, o administrador Jozé Fernandes Duarte, na construção da capela. A luta pela concretização da ereção da nova capela, por parte dos negros, revela as disputas econômicas e sociais que geravam entraves no cotidiano dos irmãos negros nas irmandades religiosas na Bahia setecentista.
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Referências
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FONTES MANUSCRITAS DO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE RIO DE CONTAS (APMRC)
Livro de entrada da Irmandade de Santa Ifigênia. Arquivo Público Municipal de Rio de Contas, Bahia. Cx. 01, maço 01.
Documentação sobre a Irmandade de Santa Ifigênia. Arquivo Público Municipal de Rio de Contas, Bahia. Cx. 01, maço 01.
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