EXISTEM DESIGUALDADES SOCIODEMOGRÁFICAS NA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DURANTE AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL? UM ESTUDO DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE DO ESCOLAR (PeNSE) 2019 COM 124.898 ESCOLARES
Palavras-chave:
Atividade motora, Disparidades Socioeconômicas em Saúde, Educação Física Escolar, Inquérito NacionalResumo
O objetivo foi verificar a existência de desigualdades sociodemográficas na prática de atividade física nas aulas de Educação Física, nas diferentes regiões brasileiras. Trata-se de um estudo transversal, ecológico, utilizando dados da PeNSE 2019. Foram usadas medidas relativas (razão entre categorias, expressa em número de vezes, e Concentration Index of inequality (CIX)) e absolutas (subtração entre categorias, expressa em pontos percentuais (p.p), e Slope Index of Inequality (SII)) para identificar desigualdades sociodemográficas (sexo, tipo de escola e escolaridade da mãe) no desfecho de maior tempo de atividade física nas aulas de Educação Física (TAEF ≥ 35min/sem.). A amostra foi de 124.898 escolares brasileiros de 13-17 anos. Foram identificadas, em todas as regiões, desigualdades relativas (Meninos/Norte = 1,75; Privada/Norte = 1,61; CIX Ensino Superior Completo/Sul = 4,08); e absolutas (Meninos/Sudeste = 24,2; Privada/Centro-Oeste = 18,9; SII Ensino Superior Completo/Sudeste = 21,74). Conclui-se que a o TAEF possui desigualdades sociodemográficas no território brasileiro, sendo mais predominante nas regiões Norte e Nordeste.
Agência de fomento: CNPq
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