CONSTITUINTES QUÍMICOS DOS GALHOS E CASCAS DOS GALHO DE Angostura bracteata (NEES & MART.) KALLUNKI (RUTACEAE)
Palavras-chave:
alcaloides, Angostura bracteata, leishmaniose, Rutaceae.Resumo
Este estudo fitoquímico investigou a constituição química dos galhos e cascas dos galhos de Angostura bracteata, uma planta da família Rutaceae, com foco no isolamento e caracterização de substâncias bioativas. O material vegetal foi coletado em Jequié-BA e os extratos foram obtidos por maceração em hexano, acetato de etila e metanol. Para purificação dos compostos, foram realizadas sucessivas colunas cromatográficas dos extratos, monitoradas por cromatografia em camada delgada (CCD), seguidas de análise por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM) e Ressonância Magnética Nuclear de hidrogênio e Carbono 13 (RMN de 1H e 13C). Os resultados dessa análise mostrou a presença de vários alcaloides quinolínicos no extrato hexânico da casca, sendo esses identificados como: 2-propilquinolina, 2-pentilquinolina, 2-(trans-1,2-epoxipentil)quinolina e 2-[2-(3,4-metilenodioxifenil)-etil]quinolina. No extrato acetato de etila dos galhos também foi constatada a presença de alcaloides alcaloides quinolínicos, com destaque para um composto ainda não isolado de A. bracteata, identificado como 2-[3’,4’-(metilenodioxifenil)etil]-quinolina. A pesquisa também apontou a existência de outros compostos impuros, surgindo a necessidade de utilização de outros métodos para purificação antes da elucidação estrutural. Além disso, o estudo destaca o potencial terapêutico de A. bracteata, especialmente no tratamento de doenças tropicais negligenciadas como a leishmaniose, uma vez que diversos alcaloides quinolícos apresentam tal atividade. A continuação da pesquisa, incluindo análise por RMN, será fundamental para confirmar e explorar o potencial de novos compostos bioativos com atividade antileishmania.
Agência de fomento: PIBIC - AF/CNPq
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Referências
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