Potencial antifúngico do fosfito de potássio no controle de Cladosporium cladosporioides e Colletotrichum theobromicola associados ao maracujazeiro
Palavras-chave:
Passiflora edulis, in vitro, bioestimulante, inibição micelialResumo
Este estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, o efeito de diferentes concentrações do fosfito de potássio sobre o crescimento micelial do Cladosporium cladosporioides e do Colletotrichum theobromicola , agentes causais da verrugose e da antracnose do maracujazeiro (Passiflora edulis), respectivamente. Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Fitopatologia da UESB, em delineamento inteiramente casualizado, com dez repetições por tratamento. O bioestimulante comercial Phytogard (KH₂PO₃) foi incorporado ao meio BDA nas concentrações de 100, 200, 300, 400 e 500 µg mL⁻¹. Como controles, foram utilizados um fungicida à base de difenoconazol, na dose recomendada, e o meio sem aditivos. Discos de micélio de 7 mm foram inoculados no centro das placas, avaliando-se o diâmetro médio das colônias a cada dois dias para C. cladosporioides e diariamente para C. theobromicola. Os dados foram submetidos à ANOVA, teste de Tukey (5%) e regressão. O bioestimulante promoveu redução significativa no crescimento dos dois patógenos, em resposta dose-dependente. Para C. cladosporioides, foi observada uma inibição de 20,49% a 67,44% (R² = 0,966). Em C. theobromicola, a inibição foi de 12,23% a 59,80% (R² = 0,989). Em ambos, observou-se inibição próxima de 50% nas concentrações de 300–400 µg mL⁻¹, caracterizando valores próximos à EC₅₀. Conclui-se que o fosfito de potássio exerce efeito inibitório direto sobre C. cladosporioides e C. theobromicola, com maior eficácia em 400 e 500 µg mL⁻¹.
Agência de fomento: FAPESB
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Referências
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