Potencial antifúngico do fosfito de potássio no controle de Cladosporium cladosporioides e Colletotrichum theobromicola associados ao maracujazeiro

Autores

  • Ana Julia Silva Rocha UESB
  • Quelmo Silva de Novaes
  • Natália Deniz Brito
  • Maria Eduarda Almeida Matos
  • Roniere Sousa Lima

Palavras-chave:

Passiflora edulis, in vitro, bioestimulante, inibição micelial

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, o efeito de diferentes concentrações do fosfito de potássio sobre o crescimento micelial do Cladosporium cladosporioides e do Colletotrichum theobromicola , agentes causais da verrugose e da antracnose do maracujazeiro (Passiflora edulis), respectivamente. Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Fitopatologia da UESB, em delineamento inteiramente casualizado, com dez repetições por tratamento. O bioestimulante comercial Phytogard (KH₂PO₃) foi incorporado ao meio BDA nas concentrações de 100, 200, 300, 400 e 500 µg mL⁻¹. Como controles, foram utilizados um fungicida à base de difenoconazol, na dose recomendada, e o meio sem aditivos. Discos de micélio de 7 mm foram inoculados no centro das placas, avaliando-se o diâmetro médio das colônias a cada dois dias para C. cladosporioides e diariamente para C. theobromicola. Os dados foram submetidos à ANOVA, teste de Tukey (5%) e regressão. O bioestimulante promoveu redução significativa no crescimento dos dois patógenos, em resposta dose-dependente. Para C. cladosporioides, foi observada uma inibição de 20,49% a 67,44% (R² = 0,966). Em C. theobromicola, a inibição foi de 12,23% a 59,80% (R² = 0,989). Em ambos, observou-se inibição próxima de 50% nas concentrações de 300–400 µg mL⁻¹, caracterizando valores próximos à EC₅₀. Conclui-se que o fosfito de potássio exerce efeito inibitório direto sobre C. cladosporioides e C. theobromicola, com maior eficácia em 400 e 500 µg mL⁻¹.

Agência de fomento: FAPESB

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Arejano, L. M., et al. (2025). Uso de bioestimulantes na produção agrícola (Cap. 2). Mérida Publishe. https://doi.org/10.4322/mp.978-65-84548-08-4.c2

Carmona, M. A., Simonetti, I., Ravotti, M. E., et al. (2017). In vitro antifungal/fungistatic activity of manganese phosphite against soybean soil-borne pathogens. Fundación Rómulo Raggio; Phyton; 86; 12-2017; 265-269

Dempsey, J. J., et al. (2018). Suppression of the in vitro growth and development of Microdochium nivale by phosphite. Plant Pathology, 67, 1296–1306. https://doi.org/10.1111/ppa.12846

Embrapa. (2022). Maracujá. In Embrapa, Portal Embrapa. Embrapa. https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura/cultivos/maracuja

Marin, V. M., Baggio, J. S., et al. (2023) Phosphite Is More Effective Against Phytophthora Crown Rot and Leather Rot Caused by Phytophthora cactorum than P. nicotianae. Plant disease,107(5), 0191-2917. https://doi.org/10.1094/PDIS-06-22-1481-RE

Downloads

Publicado

2026-02-26

Como Citar

SILVA ROCHA, Ana Julia; SILVA DE NOVAES, Quelmo; DENIZ BRITO, Natália; ALMEIDA MATOS, Maria Eduarda; SOUSA LIMA, Roniere. Potencial antifúngico do fosfito de potássio no controle de Cladosporium cladosporioides e Colletotrichum theobromicola associados ao maracujazeiro. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–6, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5285. Acesso em: 23 jun. 2026.