TAXONOMIA E BIOLOGIA DAS ESPONJAS DE ÁGUAS CONTINENTAIS DA BAHIA
Palavras-chave:
Bacia do Atlântico Leste, Inventário faunístico, Spongillida.Resumo
As esponjas são organismos aquáticos, filtradores e sésseis, fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. No Brasil, são conhecidas 61 espécies de águas continentais, dessas 11 ocorrem no Estado da Bahia, sendo a maioria dos registros para a Bacia do Rio São Francisco, enquanto a Bacia do Atlântico Leste apresenta apenas dois registros. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo investigar a taxonomia e a biologia das esponjas de águas continentais na Bahia, com ênfase na Bacia do Rio Catolé, pertencente à região hidrográfica do Atlântico Leste. As coletas foram realizadas manualmente entre outubro e novembro de 2024, em 36 pontos do rio Catolé, subsistema do rio Pardo, além de pontos adicionais nas sub-bacias dos rios Pardo e Paraguaçu, contemplando os municípios de Vitória da Conquista (Rio Verruga e Rio Pardo), Boa Nova (Cachoeira Sete de Setembro), e Mata de São João (Rio Sauípe). O material coletado foi preservado em álcool 70% e analisado por meio de lâminas de espículas e gêmulas, comparadas com a literatura especializada. Na bacia do rio Catolé não foram encontrados exemplares, embora tenha sido coletada vegetação submersa e marginal, potenciais habitats de esponjas epífitas. A ausência de esponjas nos pontos coletados no rio Catolé pode estar relacionada à degradação ambiental observada, incluindo supressão de mata ciliar, presença de pastagens e construção de represas. Nos rios Verruga, Pardo e Cachoeira Sete de Setembro também não foram encontrados exemplares. Em contrapartida, no Rio Sauípe foram coletados dois espécimes, identificados como Radiospongilla inesi Nicacio & Pinheiro, 2011, representando o primeiro registro da espécie para o Estado da Bahia. Esse resultado amplia o conhecimento sobre a distribuição de R. inesi e reforça a necessidade de estudos contínuos na região da Bacia do Atlântico Leste, cuja diversidade de esponjas dulcícolas ainda é pouco conhecida.
Agência de fomento: IC-UESB
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