JOGOS EDUCATIVOS E TOMADA DE CONSCIÊNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
Palavras-chave:
Aprendizagem significativa, Epistemologia genética, Extensão universitária, Jogos pedagógicos, Ludicidade, Tomada de consciênciaResumo
O ensino superior, para além da formação técnica, deve favorecer o desenvolvimento de sujeitos críticos, reflexivos, autônomos e socialmente comprometidos. Este trabalho apresenta um relato de experiência do projeto de extensão “Cooperação e Processos de Tomada de Consciência na Formação do Estudante Crítico, Reflexivo e Autônomo”, vinculado ao Departamento de Ciências Biológicas da UESB, que adota a cooperação como estratégia pedagógica à luz da Epistemologia Genética. No primeiro semestre de 2025, uma turma do curso de Odontologia elaborou jogos relacionados a conteúdos de Biologia Celular e Agricultura Sintrópica, sob a orientação de bolsistas e do docente responsável. Esses jogos foram aplicados em ação extensionista realizada em 18 de julho de 2025, no Colégio Estadual Polivalente de Jequié (BA), envolvendo cinco turmas do 3º ano do ensino médio. A atividade foi organizada em estandes, onde os estudantes apresentaram materiais lúdicos, como tabuleiros, dominós e batalhas navais, além de atividades experimentais e questões no estilo ENEM. Observou-se intensa participação, criatividade e cooperação estudantil, com indícios de aprendizagem significativa, desenvolvimento de raciocínio lógico, respeito mútuo, solidariedade, empatia e autonomia. Os jogos mostraram-se instrumentos que permitiram a tomada de consciência, possibilitando aos estudantes transitarem do fazer ao compreender. A experiência evidenciou também o papel da extensão universitária como espaço de integração entre universidade e comunidade, ampliando o sentido formativo do currículo e reforçando o compromisso social da instituição. Entre os desafios, destacou-se o aumento de ruídos no ambiente, provocado pelo entusiasmo coletivo e pelas limitações do espaço físico, o que demandou adaptações e rodízio dos grupos. Como possibilidades de aprimoramento, recomenda-se maior tempo de preparação, adequação do espaço para interações simultâneas e elaboração de guias de condução para os jogos. Em síntese, a experiência demonstrou que o trabalho em grupo cooperativo, constitui uma estratégia potente para a promoção da aprendizagem significativa e do desenvolvimento da autonomia intelectual e moral no ensino superior.
Agência de fomento: IC UESB
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Referências
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