KAEMPFEROL COMO AGENTE TERAPÊUTICO: AVALIAÇÃO IN SILICO DO POTENCIAL ANALGÉSICO E ANTI-INFLAMATÓRIO VIA COX-2 E RECEPTORES Μ E Κ-OPIOIDES
Palavras-chave:
Adesivo transd´érmico, Bioprospecção, Anemia falciforme, Doença crônica, In silico, KaempferolResumo
A anemia falciforme (AF), doença hereditária monogênica mais prevalente no Brasil, resulta da mutação na hemoglobina S, que causa deformação das hemácias, hemólise crônica e eventos vaso-oclusivos (EVO). A dor, aguda e crônica, é a complicação mais relevante, frequentemente ligada a danos ósseos e articulares, como necrose avascular. O manejo atual com opioides e anti-inflamatórios apresenta limitações como dependência, hiperalgesia e hepatotoxicidade, reforçando a necessidade de terapias inovadoras. Os produtos naturais, especialmente flavonoides como o Kaempferol, surgem como alternativa promissora devido ao seu perfil anti-inflamatório e analgésico. Estudos in silico mostram sua afinidade por receptores μ e κ-opioide e pela COX-2, com resultados competitivos frente a morfina, diclofenaco e buprenorfina, mas com maior segurança, sem evidências de mutagenicidade, hepatotoxicidade ou sensibilização cutânea. Além disso, apresenta boa absorção e ação central adequada para analgesia. A via transdérmica, por adesivos cutâneos, amplia seu potencial, oferecendo liberação sustentada, níveis plasmáticos estáveis, menores doses, menos efeitos adversos e maior adesão do paciente. Assim, a integração entre bioprospecção, ferramentas in silico e sistemas transdérmicos configura-se como estratégia inovadora para o tratamento da dor crônica na AF. O Kaempferol, portanto, desponta como candidato seguro e eficaz para formulações transdérmicas no manejo da dor articular crônica associada à doença.
Agência de fomento: PIBITI/CONTRAPARTIDA UESB
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Referências
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