O USO DE PSICOESTIMULANTES POR UNIVERSITÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO DA REGIÃO DO SUDOESTE DA BAHIA
Palavras-chave:
Desempenho acadêmico, Estudantes de Medicina, PsicoestimulantesResumo
O uso de psicoestimulantes (PEs) entre estudantes universitários tem se configurado como uma prática crescente e preocupante. Objetivou-se, pois, analisar o conhecimento, padrão de consumo e efeitos associados ao uso de psicoestimulantes entre acadêmicos de Medicina de uma Universidade Pública, do Sudoeste da Bahia. Trata-se de um estudo observacional descritivo, com coleta de dados por meio de questionário. Os resultados parciais até o momento, com amostra de 20 estudantes do 1º ao 3º ano do curso, demonstram que a maioria relatou conhecer os PEs e possuir noções sobre seus efeitos no SNC. Mais da metade afirmou já ter feito uso, para obter maior rendimento acadêmico, foco e atenção. Os efeitos positivos mais mencionados foram melhora da concentração e do desempenho acadêmico, enquanto os principais efeitos adversos incluíram cefaleia, inapetência e sonolência, durante a abstinência. Observou-se que grande parte dos estudantes convive com colegas usuários, embora a pressão social direta tenha sido pouco frequente. Os achados apontam que o fenômeno é multifatorial, envolvendo fatores individuais (ansiedade, estresse), sociais (rede de colegas) e institucionais (sobrecarga curricular), o que reforça a necessidade de políticas institucionais de apoio psicológico, promoção da saúde mental e esclarecimento sobre os riscos do uso indiscriminado dos psicoestimulantes.
PALAVRAS-CHAVE: Desempenho acadêmico, Estudantes de Medicina, Psicoestimulantes.
Agência de fomento: PIBIC-AF/CNPq
Downloads
Referências
BARBOSA, J. R. A. et al. Uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina em Salvador-BA: prevalência e fatores associados. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 45, n. 2, p. 1-10, 2021.
BUCHANAN, J. C.; PILLON, S. C. Uso de substâncias psicoativas entre estudantes universitários de Medicina. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 16, n. especial, p. 1-6, 2008.
FALLAH, G.; MOUDI, S.; HAMIDIA, A.; BIJANI, A. Stimulant use in medical students and residents requires more careful attention. Caspian Journal of Internal Medicine, v. 9, n. 1, p. 87-91, 2018. DOI: 10.22088/cjim.9.1.87.
OLIVEIRA, F. S.; DUTRA, H. F.; FÓFANO, G. A. Consumo de psicoestimulantes por estudantes de medicina em um centro universitário privado. Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás “Cândido Santiago”, v. 9, n. 9f7, p. 1-15, 2023. DOI: 10.22491/2447-3405.2023.V9.9f7.
REIS, F. B.; NOVAES, G. A.; MEDEIROS, I. P.; RIBEIRO, C. D. A. L. USO DE PSICOTRÓPICOS EM UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE. Revista Contemporânea, [S. l.], v. 4, n. 12, p. e6976, 2024. DOI: 10.56083/RCV4N12-159.
URRÉGO, A. P. et al. Consumo de anfetaminas en estudiantes de Medicina de la Universidad de Manizales. Revista Colombiana de Psiquiatría, v. 38, n. 1, p. 82-93, 2009.
VELTER FILHO, A. F.; SPERANDIO, D. J.; FERREIRA, R. A. Fatores associados ao uso de psicoestimulantes entre acadêmicos de Medicina. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria, v. 23, n. 2, p. 45-53, 2019.
ZANDONÁ, J. A. et al. Uso de estimulantes por acadêmicos de Medicina e suas repercussões. Revista de Medicina e Saúde, v. 9, n. 1, p. 12-19, 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.