ACIDEZ TITULÁVEL COMO INDICADOR DA QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE MANGAS ‘PALMER’ SUBMETIDAS A REVESTIMENTOS DE AMIDO E ÓLEO ESSENCIAL
Palavras-chave:
Antracnose, Colletotrichum spp, Mangifera indica L., revestimento comestívelResumo
A manga é altamente suscetível a doenças pós-colheita, sendo a antracnose, causada por Colletotrichum spp. a de maior relevância econômica. Para atender às exigências do mercado consumidor e reduzir desperdícios, tornam-se essenciais estudos que avaliem tecnologias capazes de prolongar a vida útil e preservar a qualidade das frutas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de revestimentos comestíveis à base de amido, associados ao óleo essencial de capim-limão, sobre a acidez titulável e a conservação pós-colheita de mangas ‘Palmer’ As frutas foram armazenadas em condições ambiente (24 ± 2 °C, por 10 dias) e sob refrigeração (12 ± 2 °C, por 28 dias), e determinou-se a acidez titulável ao longo do armazenamento. Observou-se tendência decrescente da acidez, atribuída ao consumo de ácidos orgânicos no metabolismo respiratório. Em temperatura ambiente, as frutas sem revestimento (SR) demonstrou maior redução da acidez, caracterizando amadurecimento acelerado, enquanto o fungicida sintético (PQ) promoveu maior estabilidade. Sob refrigeração, apenas o revestimento com óleo essencial a 0,9% apresentou ajuste significativo, evidenciando redução mais gradual e controle na manutenção da qualidade. Os resultados demonstram que os revestimentos incorporados com óleo essencial retardam o amadurecimento, e podem prolongam a vida útil, tornando-se uma alternativa promissora ao uso de fungicidas sintéticos na conservação pós-colheita de mangas.
Agência de fomento: FAPESB
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Referências
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