CONDIÇÕES DE SAÚDE E FATORES ASSOCIADOS EM PESSOAS IDOSAS RESIDENTES EM COMUNIDADE
Palavras-chave:
Envelhecimento, Funcionalidade, Equilíbrio postural, Saúde do idoso, QuedasResumo
INTRODUÇÃO: O envelhecimento constitui um processo natural e irreversível, caracterizado pela redução progressiva da reserva funcional do organismo e pelo aumento da vulnerabilidade a agravos à saúde. Desta forma, com o avanço da idade, ocorrem alterações fisiológicas que afetam diretamente a flexibilidade, a coordenação, a mobilidade articular e o equilíbrio postural, fatores intimamente relacionados à perda da funcionalidade e ao risco de quedas em idosos. OBJETIVO: Avaliar as condições de saúde, a funcionalidade de pessoas idosas residentes na comunidade. MÉTODOS: Trata-se de um estudo analítico, transversal e quantitativo, realizado nas residências de idosas do bairro São Judas Tadeu, em Jequié/BA. A amostra foi composta por 93 idosas, selecionadas aleatoriamente em grupos de convivência. Foram incluídas participantes com condições cognitivas preservadas, avaliadas pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), independência para atividades da vida diária e concordância mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os dados foram coletados por formulário estruturado, contemplando informações sociodemográficas, condições de saúde, avaliação cognitiva, risco de quedas e histórico de quedas. A análise estatística incluiu estatística descritiva, teste t de Student, ANOVA, qui-quadrado ou exato de Fisher, com nível de significância de 5% (p<0,05). As análises foram realizadas no SPSS® 21.0, e o banco de dados elaborado no EPIDATA. RESULTADOS/DISCUSSÃO: A média de idade foi 74,06 ± 8,60 anos. A maioria possuía baixa renda, não tinha companheiro e utilizava medicamentos regularmente (92,5%), evidenciando polifarmácia. Verificou-se alta prevalência de doenças osteomusculares (65,6%) e dor/rigidez (84,9%), fatores que comprometem a mobilidade e qualidade de vida. Pela Escala de Berg, 18,3% apresentaram risco de quedas, enquanto 28% relataram pelo menos um episódio no último ano, incluindo casos recorrentes. Esses achados indicam que, embora a maioria apresente preservação funcional, condições crônicas, dor persistente e polifarmácia aumentam a vulnerabilidade e a perda de independência. CONCLUSÃO: A avaliação da funcionalidade e do risco de quedas em idosos deve ser ampla, integrando instrumentos de medida específicos, como a Escala de Berg, ao mesmo tempo em que considera o contexto clínico e social.
Agência de fomento: IC FAPESB
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Referências
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