POR UMA AGENDA MAIS DISCURSIVA DO, NO E PARA O TRABALHO COM O TEXTO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: resultados de pesquisa visibilizados por uma análise axiológica de um cartaz publicitário

Autores

Palavras-chave:

Análise Axiológica, Análise Dialógica do Discurso, Linguística Aplicada, Texto, Trabalho do professor

Resumo

A prescrição do trabalho com o texto em aulas de língua(s) na educação básica vem sendo pautada há mais de duas décadas em documentos de regramentos diversos (Brasil, 1998; 2000; 2002; 2006; 2018), assim como se assiste a uma profusão de estudos advindos de pesquisas de todas as regiões do país que se dedicam a essa temática. Esses dois fatores têm cooperado para a compreensão mais lato do que seja o trabalho do professor da área de linguagens, atestando o protagonismo do texto como objeto de ensino-aprendizagem/conhecimento. Apesar desse cenário regracional e de resultados de pesquisas publicizados, deparamo-nos ainda com a supremacia de uma concepção de texto bastante tradicional e mais livresca (reduzida à modalidade escrita da língua e a gêneros discursivos da esfera escolar), sendo ainda amplamente enunciada, também localmente, por alunos das escolas públicas-parceiras circunvizinhas e licenciando(a)s dos cursos de Letras do campus Vitória da Conquista. Dessa forma, na pesquisa, objetivamos: ampliar, localmente, a envergadura da noção de texto, investindo em uma dimensão mais discursiva e social para repensar o trabalho com o texto. O que implica visualizarmos, por meio da elaboração de material didático autoral e de aulas abertas, que a aula de língua é um lugar para se aprender a perceber que a construção da humanidade se efetiva pelo uso simbólico da linguagem e que esse uso não é transparente, neutro ou despessoalizado. Como referencial teórico, partimos de pressupostos da Análise Dialógica do Discurso, particularmente, operamos com a dimensão axiológica, bem como mobilizamos conceitos da Clínica da Atividade para pensar o professor como um trabalhador. A pesquisa foi orientada pelas seguintes etapas: i) pesquisa de campo para coleta de dados (decorrentes de um processo de garimpagem textual) nas região central e avenida mais elitizada de Vitória da Conquista/Bahia; ii) etapa de categorização dos exemplares textuais (garimpos textuais) por gênero discursivo, modalidade, estilo e recursos linguísticos/semióticos; iii) trabalho com barema de análise axiológica produzido em parceria interinstitucional GERLIT CNPq UFC/UESB; iv) elaboração de material didático e v) aula aberta nas escolas-parceiras. A análise dos dados registra a produtividade de movimentos tensivos vertidos para a atividade de transposição didática mais autoral para o trabalho mais crítico e criativo do professor, alinhavado a um olhar mais transdisciplinar para o texto.

Agência de fomento: PIBIC/CNPq

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Biografia do Autor

Zária Santos Gomes, Southwest Bahia State University

Discente do Curso de Letras Vernáculas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) campus Vitória da Conquista. Bolsista CNPq.

Fernanda de Castro Modl, Southwest Bahia State University

Professora Pleno do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL), Área de Metodologia e Prática de Ensino (AMPE), do Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (PPGCEL) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) campus Vitória da Conquista. Orientadora do Núcleo IC/LaGaTT.

Vinícius Sampaio Aguiar, Southwest Bahia State University

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (PPGCEL). Bolsista CAPES. Assistente de pesquisa do Núcleo IC/LaGaTT.

Referências

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

GOMES, Zária Santos; MODL, Fernanda de Castro; AGUIAR, Vinícius Sampaio. POR UMA AGENDA MAIS DISCURSIVA DO, NO E PARA O TRABALHO COM O TEXTO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: resultados de pesquisa visibilizados por uma análise axiológica de um cartaz publicitário. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–6, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5497. Acesso em: 23 jun. 2026.