A relação entre a literatura e a vida em Deleuze e Guattari: Linhas de vida por trás de linhas de escrita
Palavras-chave:
Escrita literária, Devir, Molar, Molecular, DesterritorializaçãoResumo
Diante de inúmeras discussões acadêmicas que visam responder a pergunta fundadora da teoria literária (o que é literatura?), é comum que os textos literários seja estudos a partir do viés estético que abrange noções de essência e representação. A problemática em torno desse tipo de análise é que ela não abrande a totalidade da relação que a escrita literária tem com a vida, com os impulsos ou linhas de vida que permitem a materialização do texto escrito, limitando-se ao plano da mera imitação ou de um simples recorte da vida tomada pelo viés da representação, um decalque. É nesse sentido que o presente trabalho busca compreender a relação entre a literatura e a vida a partir do viés filosófico Deleuze-Guattariano, para quem a escrita se apresenta menos como forma de representação da vida e dos estados de coisa em suas relações espaço-temporais ou imitação do que como meio literário necessário para que se entre numa zona de vizinhança com algo, situando a matéria como campo intensivo e suas formas de expressão como devir — um ato de devir. A metodologia do trabalho consistiu em leitura e compreensão de textos fundamentais da filosofia de Deleuze e Guattari, nos quais desenvolvem-se conceitos importantes para a explicação dos aspectos da escrita literária e do texto literário em si, sendo alguns deles: linhas de vida, linha de segmentaridade molar e/ou molecular, linha de ruptura, devir, entre outros. A partir destes conceitos, é possível pensar a literatura como resultado de um emaranhado de devires do escritor — o ato de estabelecer ruptura ou de se desterritorializar de uma segmentaridade molar, reterritorializando-se em outro segmento.
Agência de fomento: PIBIC-AF/CNPq
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Referências
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