THYSANOPTERA DA BAHIA - UMA ABORDAGEM SOBRE A PERSPECTIVA DA TAXONOMIA INTEGRATIVA. SUBPROJETO: USO DO DNA BARCODE NA IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE TRIPES DA SERRAPILHEIRA (INSECTA: THYSANOPTERA)

Autores

  • Gabriel Lima Teixeira Viana Southwest Bahia State University image/svg+xml
  • Vanderly Andrade-Souza
  • Jamille de Araújo Bitencourt
  • Juvenal Cordeiro Silva Junior

Palavras-chave:

Algoritimos de delimitação de espécies, COI, Espécies Crípticas, Identificação Molecular

Resumo

Estudos sobre a fauna de artrópodes em serrapilheira revelam alta diversidade de morfoespécies, incluindo os tripes. A associação desses animais a micro-hábitats complexos sugere que espécies morfologicamente semelhantes podem ser geneticamente distintas. Essa diversidade oculta de insetos tem sido revelada com sucesso utilizando o gene mitocondrial citocromo oxidase subunidade I (COI).  Assim este trabalho teve como objetivo investigar a partir do uso do DNA Barcode, a existência de diversidade críptica em tripes da família Phlaeothripidae uma vez que ela reúne grande parte dos tripes da serrapilheira. O estudo foi realizado a partir da análise de sequências de espécies de tripes, coletadas nas Américas, Ásia, Europa, África e Oceania, depositadas na plataforma BOLD (Barcode of Life Data Systems). O banco de dados foi composto por 211 sequências, representando 33 morfoespécies. As Unidades Taxonômicas Moleculares (MOTUs) foram definidas a partir do consenso das árvores de Neighbor-Joining (NJ), Máxima Verossimilhança (MV) e Inferência Bayesiana (IB) e dos algoritmos de delimitação de espécies Barcode Index Number (BIN), Automatic Barcode Gap Discovery (ABGD), Assemble Species by Automatic Partitioning (ASAP), Poisson Tree Processes (PTP, bPTP e mPTP) e Generalized Mixed Yule Coalescent (mGMYC, sGMYC). A topologia das árvores foi congruente e revelou a existência de 28 MOTUs apoiadas pela maioria dos algoritmos e concordantes com a identificação morfológica. Contudo, as morfoespécies Hoplandrothrips ochraceus (Okajima & Urushihara, 1992), H. chapmani (Hood, 1927), Acanthothrips nodicornis (Reuter, 1880) e Karnyothrips americanus (Hood, 1912), incluíram dois grupos distintos cada. Adicionalmente, as MOTUs de H. ochraceus e K. americanus apresentaram barcode gap, evidenciando a existência de espécies crípticas ou complexo de espécies. Esses resultados demonstram eficácia do DNA barcode na discriminação da diversidade de espécies de tripes associados à serrapilheira.

Agência de fomento: CNPq

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Vanderly Andrade-Souza

Possui graduação em Bach Em Ciências Biológicas Com Ênfase Em Genética pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, mestrado e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi bolsista de pós-doutorado, DCR e no programa PCI (MCTI/CNPq/INPA) e professora Visitante na UFRR/PRONAT. Atualmente é bolsista de pós-doutorado na UESB (Jequié-BA). Tem experiência na área de genética, atuando principalmente nos seguintes temas: citogenética e biologia molecular.

Jamille de Araújo Bitencourt

Possui graduação em Bacharelado em Ciências Biológicas com ênfase em Genética pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2007), mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), doutorado em Biologia Ambiental pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pós-doutorado (PNPD) pelo programa de Pós-Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2020). Tem experiência na área de citogenética e genética de peixes, DNA barcode e sistemática filogenética, além de experiência técnica comprovada em sequenciamento e análise de fragmentos de DNA por eletroforese capilar na plataforma 3500 Genetic Analyzer. Atualmente, atua como Professora Visitante na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e no núcleo permanente do Programa de Pós-Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação (PPGGBC) da UESB. (Texto informado pelo autor)

Juvenal Cordeiro Silva Junior

Possui graduação em Ciências Biológicas (1991) pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Mestrado (1994) e Doutorado (2001) em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente é professor pleno da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pertencendo ao quadro de docentes do Departamento de Ciências Biológicas (DCB). Integrante do Grupo de Pesquisa em Biologia e Genética Animal (UESB/CNPq). Tem experiência administrativa, atuando como Diretor do DCB, no período de 2019 a 2023. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação (PPGGBC) da UESB. Tem experiência em ensino em Biologia nas disciplinas Genética Geral I, Citogenética Geral, Iniciação a Pesquisa I e II. Tem realizado pesquisas nas áreas de Biologia e Genética de Insetos, particularmente nas ordens Hymenoptera e Thysanoptera, abordando os seguintes temas: Sistemática, Citogenética, Ecologia, Genética Molecular e Ensino de Biologia. ResearchID: O-4731-2017, Scopus ID: 57188858992; ORCID: 0000-0003-1730-0926. (Texto informado pelo autor)

Referências

ANANTHAKRISHNAN TN. Biosystematics of Thysanoptera, Annual Reviews of Entomology, 24: 159-183, 1979.

BÁNKI, O. et al. Catalogue of Life (Version 2025-02-13). Catalogue of Life, Amsterdam, Netherlands. 2025.

DRUMMOND, A. J. et al. Bayesian Phylogenetics with BEAUti and the BEAST 1.7. Molecular Biology and Evolution, v. 29, n. 8, p. 1969–1973, ago. 2012.

HEBERT, P. D. N. et al. Biological identifications through DNA barcodes. Proceedings of the Royal Society of London. Series B: Biological Sciences, v. 270, n. 1512, p. 313–321, 7 fev. 2003.

KIMURA, M. A simple method for estimating evolutionary rates of base substitutions through comparative studies of nucleotide sequences. Journal of Molecular Evolution, v. 16, n. 2, p. 111–120, jun. 1980.

LINDNER, M. F. et al. Tiny insects, big troubles: a review of BOLD’s COI database for Thysanoptera (Insecta). Bulletin of Entomological Research, 1, 1-13, 2023.

MEYER, C. P.; PAULAY, G. DNA Barcoding: Error Rates Based on Comprehensive Sampling. PLoS Biology, v. 3, n. 12, p. e422, 29 nov. 2005.

MORSE, G. M; HODDLE, M. S.; Invasion Biology of Thrips. Rev. Entomol. 51:67–89, 2006.

MOUND, L. A.; MARULLO L. A. The thrips of Central and South America: an introduction (Insecta: Thysanoptera). 6ª ed. Florida: Associated Publishers, 1996.

MOUND, L. A.; MORRIS, D. C. The insect Order Thysanoptera: Classification versus Systematics. Zootaxa, v. 1668, n. 1, 21 dez. 2007.

PUILLANDRE, N. et al. ABGD, Automatic Barcode Gap Discovery for primary species delimitation. Molecular Ecology, v. 21, n. 8, p. 1864–1877, abr. 2012.

PUILLANDRE, N.; BROUILLET, S.; ACHAZ, G. ASAP: assemble species by automatic partitioning. Molecular Ecology Resources, v. 21, n. 2, p. 609–620, fev. 2021.

RATNASINGHAM, S. N.; HEBERT, P. D. N. BOLD: The Barcode of Life Data System. Molecular Ecology Notes, 7, 355–364, 2007.

WEIMERS, M.; FIEDLER, K. Does the DNA barcoding gap exist? – a case study in blue butterflies (Lepidoptera: Lycaenidae). Frontiers in Zoology, v. 4, n. 1, p. 8, 2007.

Downloads

Publicado

2026-02-26

Como Citar

VIANA, Gabriel Lima Teixeira; ANDRADE-SOUZA, Vanderly; BITENCOURT, Jamille de Araújo; SILVA JUNIOR, Juvenal Cordeiro. THYSANOPTERA DA BAHIA - UMA ABORDAGEM SOBRE A PERSPECTIVA DA TAXONOMIA INTEGRATIVA. SUBPROJETO: USO DO DNA BARCODE NA IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE TRIPES DA SERRAPILHEIRA (INSECTA: THYSANOPTERA). Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–7, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5513. Acesso em: 23 jun. 2026.