THYSANOPTERA DA BAHIA - UMA ABORDAGEM SOBRE A PERSPECTIVA DA TAXONOMIA INTEGRATIVA. SUBPROJETO: USO DO DNA BARCODE NA IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE TRIPES DA SERRAPILHEIRA (INSECTA: THYSANOPTERA)
Palavras-chave:
Algoritimos de delimitação de espécies, COI, Espécies Crípticas, Identificação MolecularResumo
Estudos sobre a fauna de artrópodes em serrapilheira revelam alta diversidade de morfoespécies, incluindo os tripes. A associação desses animais a micro-hábitats complexos sugere que espécies morfologicamente semelhantes podem ser geneticamente distintas. Essa diversidade oculta de insetos tem sido revelada com sucesso utilizando o gene mitocondrial citocromo oxidase subunidade I (COI). Assim este trabalho teve como objetivo investigar a partir do uso do DNA Barcode, a existência de diversidade críptica em tripes da família Phlaeothripidae uma vez que ela reúne grande parte dos tripes da serrapilheira. O estudo foi realizado a partir da análise de sequências de espécies de tripes, coletadas nas Américas, Ásia, Europa, África e Oceania, depositadas na plataforma BOLD (Barcode of Life Data Systems). O banco de dados foi composto por 211 sequências, representando 33 morfoespécies. As Unidades Taxonômicas Moleculares (MOTUs) foram definidas a partir do consenso das árvores de Neighbor-Joining (NJ), Máxima Verossimilhança (MV) e Inferência Bayesiana (IB) e dos algoritmos de delimitação de espécies Barcode Index Number (BIN), Automatic Barcode Gap Discovery (ABGD), Assemble Species by Automatic Partitioning (ASAP), Poisson Tree Processes (PTP, bPTP e mPTP) e Generalized Mixed Yule Coalescent (mGMYC, sGMYC). A topologia das árvores foi congruente e revelou a existência de 28 MOTUs apoiadas pela maioria dos algoritmos e concordantes com a identificação morfológica. Contudo, as morfoespécies Hoplandrothrips ochraceus (Okajima & Urushihara, 1992), H. chapmani (Hood, 1927), Acanthothrips nodicornis (Reuter, 1880) e Karnyothrips americanus (Hood, 1912), incluíram dois grupos distintos cada. Adicionalmente, as MOTUs de H. ochraceus e K. americanus apresentaram barcode gap, evidenciando a existência de espécies crípticas ou complexo de espécies. Esses resultados demonstram eficácia do DNA barcode na discriminação da diversidade de espécies de tripes associados à serrapilheira.
Agência de fomento: CNPq
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