Testagem de alterações metodológicas na análise do teor de extrativos da madeira de Eucalyptus spp.
Palavras-chave:
Acetona regenerada, Estufa, Padronização, Polpa celulósica, Qualidade, Tempo de secagemResumo
O Brasil é o maior exportador mundial de polpa celulósica kraft branqueada de eucalipto e a qualidade da madeira é influenciada pela sua composição química, incluindo o teor de extrativos, que afeta negativamente o processo de polpação e branqueamento. Este estudo avaliou alterações na metodologia de determinação de extrativos: reaproveitamento do solvente, tempo de secagem do extrativo e tipo de solvente. Foi utilizada serragem de eucalipto submetida a extrações pelo método do balão (referência) e método serragem, utilizando apenas acetona, apenas água e acetona+água (referência); teste do tempo de secagem do extrativo ao ar, estufa por 1 h (referência) e estufa por 2 h, e testes com reuso de acetona por até quatro ciclos. A extração utilizando apenas acetona resultou em menor teor de extrativos, e a combinação de acetona+água no maior valor, para ambos os métodos, indicando cuidado quanto a escolha do método e do solvente. O reuso da acetona apresentou redução significativa no teor de extrativos, pelo método serragem e balão 2 horas, permitindo o reuso sem alterações significativas pelo método balão 1 h. Por fim, o tempo de secagem do balão influenciou significativamente os resultados, com maior teor de extrativos obtido no teste de balão de 1 hora (referência). Esse estudo reforçou a necessidade de controle experimental e padronização mais clara das etapas da análise de extrativos da madeira.
Agência de fomento: UESB
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