HÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: FREQUÊNCIA DE ESCOVAÇÃO E RECURSOS UTILIZADOS NO CONTEXTO DE UM PROJETO GUARDA-CHUVA BASEADO NO MODELO RE-AIM
Palavras-chave:
Agentes Comunitários de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Higiene Bucal, Saúde BucalResumo
Os Agentes Comunitários de Saúde desempenham papel fundamental na Atenção Primária à Saúde, atuando como elo entre comunidade e serviços de saúde, promovendo ações de prevenção e educação. Nesse contexto, a saúde bucal integra a saúde geral, com impactos sobre qualidade de vida, autoestima e desempenho no trabalho, sendo essencial compreender os hábitos de autocuidado desses profissionais, que também atuam como multiplicadores de informação. Este estudo teve como objetivo analisar a frequência de escovação e os recursos de higiene oral utilizados pelos ACS do município de Jequié (BA). Trata-se de uma pesquisa
quantitativa, descritiva e transversal, realizada entre novembro de 2023 e julho de 2024, contemplando as 26 Unidades de Saúde da Família urbanas e rurais. A amostra foi composta por 174 ACS que aceitaram participar e assinaram o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido. Os dados foram coletados por meio do Inquérito de Saúde Bucal, integrante do programa TransformAção, aplicado presencialmente e de forma remota, e analisados no software Jamovi v.2.6, por meio de estatística descritiva e teste Qui-quadrado de Pearson. Os resultados evidenciaram que 56,2% dos participantes escovavam os dentes três vezes ao dia, seguidos por duas (16,5%) e quatro vezes (11,6%). Frequências extremas foram raras, como apenas uma vez ou seis vezes ao dia (0,8%). O uso combinado de escova, fio dental, creme dental e enxaguante foi predominante (34,7%), seguido por escova, fio dental e creme dental (31,4%), enquanto o uso exclusivo da escova foi pouco relatado (0,8%). Tais achados indicam adesão satisfatória às recomendações de saúde bucal, mas revelam a necessidade de reforço em práticas complementares, considerando que a escovação insuficiente permanece como fator de risco para cárie dentária e doença periodontal. A análise demonstra que, apesar de avanços no cuidado preventivo e maior conscientização, persistem desigualdades e lacunas semelhantes às identificadas em inquéritos nacionais, como o SB Brasil 2020. Além disso, reforça-se a importância de estratégias educativas permanentes, articuladas às políticas públicas de saúde bucal e à Estratégia Saúde da Família, para potencializar a promoção da saúde junto aos ACS e, consequentemente, às comunidades atendidas. Conclui-se que, embora a maioria apresente hábitos satisfatórios de higiene oral, ainda é necessário fortalecer ações de educação em saúde que valorizem a higiene bucal como parte integrante da saúde geral.
Agência de fomento: FAPESB
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Referências
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