TOXICIDADE DE FUNGICIDAS COMERCIAIS SOBRE OPERÁRIAS DE Atta laevigata (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) EM BIOENSAIO DE INGESTÃO
Palavras-chave:
Attini, Formigas-cortadeiras, Controle químico, Agrossistema, Ação de ingestãoResumo
As formigas-cortadeiras do gênero Atta são consideradas uma das principais pragas agrícolas e florestais das regiões neotropicais, destacando-se pelos severos prejuízos econômicos. Atualmente, o controle baseia-se em iscas com sulfluramida ou fipronil, cujo uso é cada vez mais restrito, devido a riscos ambientais e à saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade dos fungicidas iprodiona, fluazinam e flutriafol sobre operárias de Atta laevigata por ingestão em laboratório. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 11 tratamentos (três concentrações de cada fungicida, sulfluramida e controle) e três repetições, totalizando 33 parcelas. As análises foram conduzidas com curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier, comparadas pelo teste de log-rank (Mantel-Cox), e a estimativa de TL₅₀ por regressão não linear. As curvas revelaram diferenças significativas apenas para iprodiona a 30 µL mL⁻¹ (χ² = 13,980; p < 0,01). Os valores de TL₅₀ variaram de 40,35 a 110,49 h, com destaque para iprodiona, que apresentou efeito inseticida superior ao da sulfluramida e do controle. Apesar disso, a mortalidade máxima foi inferior a 50%, classificando os fungicidas como de baixa eficácia formicida. Esses resultados, alinhados a relatos prévios de toxicidade de fungicidas em saúvas, indicam que tais compostos apresentam potencial aditivo, mas com eficácia prática limitada, reforçando a necessidade de investigações complementares em campo.
Agência de fomento: FAPESB
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