IMPACTO DA DAPAGLIFOZINA NA URICEMIA, NA PROGRESSÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA E NOS EVENTOS CARDIOVASCULARES EM DIABETES TIPO 2

Autores

  • Gustavo de Souza Campos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Washington Luis Viriato Sampaio
  • Raphael Ferreira Queiroz

Palavras-chave:

Ácido úrico, Doença renal crônica, Inflamação, Inibidores da SGLT2

Resumo

Dapagliflozina (DAPA), um inibidor do cotransportador de sódio-glicose SGLT2, demonstrou eficácia em retardar a progressão da doença renal crônica e prevenir eventos cardiovasculares, além de seus efeitos glicosúricos e hipoglicemiantes. Os benefícios esperados incluem reduções no ácido úrico (AU) sérico, microalbuminúria e creatinina (Cr) — marcadores importantes da função cardiovascular e renal. Este estudo avaliou o impacto da DAPA nesses marcadores, bem como na glicemia, na excreção fracionada de ácido úrico (FEUA) e no AU corrigido para a função renal, ao longo de um período de seis meses. As medições foram realizadas no início do estudo (pré-DAPA), 3 meses e 6 meses. A maioria dos dados apresentou distribuição não normal e foi analisada pelo teste de Kruskal-Wallis, exceto para o AU sérico, analisado com ANOVA. Os resultados mostraram uma tendência à redução da glicemia e do AU ajustado para a função renal, com uma redução média do AU de 0,12 mg/dL. Não foram encontradas diferenças significativas na FEUA ou na microalbuminúria. A Cr aumentou ligeiramente nos primeiros três meses e estabilizou no sexto mês. O curto período de acompanhamento e a pequena amostra provavelmente limitaram a significância estatística. O uso de testes não paramétricos pode ter reduzido a sensibilidade a mudanças sutis. No entanto, os valores permaneceram estáveis ​​durante todo o tratamento, sem efeitos laboratoriais adversos. A DAPA foi considerada segura nas condições do estudo.

Agência de fomento: fapesb

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Referências

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

CAMPOS, Gustavo de Souza; SAMPAIO, Washington Luis Viriato; QUEIROZ, Raphael Ferreira. IMPACTO DA DAPAGLIFOZINA NA URICEMIA, NA PROGRESSÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA E NOS EVENTOS CARDIOVASCULARES EM DIABETES TIPO 2. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–4, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5627. Acesso em: 23 jun. 2026.