COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO COMO PREDITOR DE SOBREVIDA EM PESSOAS IDOSAS: ESTUDO COM DOZE ANOS DE SEGUIMENTO
Palavras-chave:
Comportamento Sedentário, Políticas Públicas de Saúde, SobrevidaResumo
O comportamento sedentário, definido pela Organização Mundial da Saúde como atividades realizadas sentado ou reclinado com baixo gasto energético, está associado ao aumento do risco de mortalidade em pessoas idosas. Investigar essa relação é essencial para estratégias de promoção da saúde nessa população. OBJETIVO: Analisar a associação entre o comportamento sedentário e o tempo de sobrevida em pessoas idosas residentes em comunidade durante um período de 12 anos. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal de base populacional realizado entre 2011 e 2023 com pessoas idosas com 60 anos ou mais residentes na zona urbana do município, de Lafaiete Coutinho. A mortalidade foi identificada por meio do Sistema de Informação de Mortalidade e confirmada por visitas domiciliares com Agentes Comunitários de Saúde. O comportamento sedentário foi avaliado utilizando o questionário internacional de atividade física (IPAQ), adotando-se ponto de corte de 488,57 minutos ou mais sentados por dia para alto comportamento sedentário. Foram utilizadas análises descritivas, curvas de Kaplan-Meier e regressão de riscos proporcionais de Cox ajustada por sexo, idade e capacidade funcional, utilizando o software R. RESULTADOS: Foram incluídos 316 idosos com média de tempo sentado diário de 418,94 minutos (variação: 0–1646 minutos). A taxa de incidência de mortalidade foi de 73,9 por 1.000 pessoas-ano (intervalo de confiança 95%: 61,6–88,2). A regressão de Cox ajustada revelou que, a cada hora adicional diária em comportamento sedentário, houve aumento significativo de 12,6% no risco de mortalidade (razão de risco ajustada = 1,126; intervalo de confiança 95%: 1,057–1,199). Este resultado demonstra claramente a influência independente do tempo sedentário prolongado sobre a redução da sobrevida das pessoas idosas, mesmo após ajustes por variáveis relevantes como idade, sexo e dependência funcional. CONCLUSÃO: O tempo prolongado em comportamento sedentário mostrou-se associado significativamente à maior mortalidade em pessoas idosas, evidenciando a importância de intervenções para reduzir esse comportamento.
Agência de fomento: FAPESB
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